Frente de evangélicos declara apoio a Lula e associa Flávio ao autoritarismo

Publicada em • Zeudir Queiroz
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No documento, a Frente associa a candidatura de Flávio Bolsonaro a um projeto marcado pelo “autoritarismo” e pela concessão de “benefícios aos mais ricos”. O movimento afirma ainda que iniciativas políticas consideradas ameaças às instituições democráticas e aos direitos fundamentais não podem ser tratadas com normalidade.

“Não podemos normalizar forças políticas que atacam as instituições, questionam o resultado das urnas, estimulam a violência e ameaçam os direitos fundamentais. A Bíblia nos ensina que ‘Deus não é Deus de desordem, mas de paz’”, destaca a carta.

Grupo destaca atuação de Lula em defesa da soberania

A Frente também cita a atuação de Lula na defesa da soberania nacional diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Para o grupo, episódios recentes reforçaram a importância da liderança do presidente na defesa da democracia e na resistência a movimentos que poderiam ameaçar a ordem constitucional.

“A experiência recente demonstrou a importância da liderança do presidente na articulação da consciência democrática e na resistência às forças que ameaçaram romper definitivamente a ordem constitucional. E isso não apenas no âmbito nacional, mas também na esfera global”, afirma o documento.

Apesar da declaração de apoio à reeleição do petista, a Frente ressalta que a decisão não significa o abandono de sua independência. Segundo o movimento, o posicionamento eleitoral não compromete sua “autonomia” nem sua “capacidade de diálogo”.

Lula busca ampliar apoio entre evangélicos

O apoio ocorre em meio à estratégia de Lula para ampliar sua presença entre os eleitores evangélicos. Pesquisas eleitorais divulgadas durante a campanha apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o presidente nesse segmento religioso.

Para reduzir essa diferença, a campanha petista intensificou a aproximação com lideranças e eleitores evangélicos. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, lançou um comitê direcionado ao segmento e apresentou um jingle de inspiração gospel para a campanha de reeleição do marido.

Lula também pretende promover um encontro com pastores evangélicos e se reunir com o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que já declarou apoio ao presidente em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

A movimentação faz parte da tentativa de Lula de avançar entre os evangélicos, parcela do eleitorado na qual ainda enfrenta resistência e que se tornou uma das prioridades de sua campanha pela reeleição.,

Com informações do Correio Brasiliense

Zeudir Queiroz