Lula evita comentar áudio de Flávio Bolsonaro e diz que caso é “de polícia”

Publicada em • Zeudir Queiroz
(Crédito: Ricardo Stuckert / Presidência da República )

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (14/5) que não pretende comentar o áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso sob suspeita de fraudes financeiras.

Durante discurso realizado na Bahia, em visita a uma fábrica de fertilizantes, Lula classificou o episódio como um assunto policial e disse que não cabe a ele fazer qualquer avaliação sobre o caso.

“O caso dele é de polícia”, afirma Lula

Ao ser questionado sobre o vazamento do áudio, o presidente respondeu de forma direta:

“Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele (Flávio) é de polícia”, afirmou.

Na sequência, Lula voltou a ironizar a situação ao mencionar a Polícia Federal:

“Tem algum delegado aqui? Não tem? Então vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, tratar de Petrobras”, completou o petista.

Primeiro posicionamento de Lula sobre o caso

O pronunciamento na Bahia marcou a primeira manifestação pública de Lula sobre o vazamento do áudio divulgado na quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil.

Segundo a publicação, a conversa envolve Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro discutindo a cobrança de R$ 134 milhões. O valor, de acordo com o conteúdo divulgado, seria destinado ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro.

Visita à fábrica de fertilizantes na Bahia

Lula participou do evento na Bahia para acompanhar ações ligadas ao setor industrial e de fertilizantes, área considerada estratégica pelo governo federal para reduzir a dependência de importações e fortalecer a produção agrícola nacional.

Durante o discurso, porém, o caso envolvendo Flávio Bolsonaro acabou dominando parte da repercussão política do evento.

Com informações do Correio Brasiliense

Zeudir Queiroz