Camilo Santana critica suposto financiamento de filme sobre Bolsonaro e chama grupo de “BolsoMaster”

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O senador Camilo Santana (PT) criticou nesta quarta-feira (14) declarações e denúncias relacionadas ao suposto financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e usou a expressão “BolsoMaster” para atacar o grupo político ligado ao bolsonarismo. Em vídeo publicado nas redes sociais, Camilo questionou o valor de R$ 134 milhões associado ao projeto cinematográfico Dark Horse e afirmou que o episódio representa o retrato “daqueles que afundaram o país”.

A fala foi divulgada após compromissos do senador em Brasília e rapidamente repercutiu nas redes sociais pelo tom adotado contra aliados do ex-presidente. Durante a gravação, Camilo afirmou que parte da população acompanha o caso envolvendo o Banco Master e questionou o montante citado nas denúncias.

“Tem gente que pensa que o povo brasileiro não é inteligente. Vocês estão acompanhando essa questão do Banco Master? Gente, R$ 134 milhões por um filme”, declarou.

Camilo compara valores de produções brasileiras e critica bolsonarismo

Ao comentar o caso, o senador comparou o valor mencionado nas denúncias com produções brasileiras que ganharam destaque internacional nos últimos anos. Segundo ele, filmes reconhecidos mundialmente tiveram custos bem inferiores ao montante relacionado ao projeto citado no vídeo.

“O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar, custou aproximadamente R$ 28 milhões. O Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar, custou cerca de R$ 45 milhões. Vamos fazer essa reflexão”, afirmou.

A comparação foi usada para reforçar críticas ao grupo político ligado a Bolsonaro e ampliar o discurso de oposição ao bolsonarismo. A declaração ocorre em meio à repercussão nacional sobre denúncias relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse. Embora não tenha apresentado novas informações sobre o caso, Camilo utilizou a repercussão envolvendo o Banco Master para questionar o discurso político adotado por setores ligados ao ex-presidente nos últimos anos.

“BolsoMaster” vira alvo de repercussão nas redes sociais

No vídeo, o senador também ironizou a situação ao criar o termo “BolsoMaster”, associando diretamente o episódio ao bolsonarismo. A expressão rapidamente repercutiu entre apoiadores e opositores nas redes sociais.

“Essa é a turma do Bolso Master. Esse é o retrato daqueles que afundaram o país, que negaram a vacina, que negaram a ciência, que desmontaram a educação nesse país e querem voltar”, declarou.

Na legenda da publicação, Camilo afirmou que “o povo brasileiro é inteligente” e defendeu que as autoridades investiguem o caso “com rigor da lei”.

“O povo brasileiro é inteligente! A turma do BolsoMaster, que sempre teve o discurso de anticorrupção, está envolvida agora no maior escândalo financeiro do país. Que as autoridades apurem o fato no rigor da lei, o Brasil está de olho”, escreveu.

Camilo destaca agenda no Ceará e obras da BR-116

Além das críticas políticas, Camilo também aproveitou o vídeo para destacar compromissos administrativos ligados ao Ceará. Segundo ele, a agenda inclui visitas técnicas e acompanhamento de obras de infraestrutura no estado, além de novas ordens de serviço.

“Amanhã nós vamos estar com o ministro, olhando as obras da duplicação da BR-116. Também dando ordem de serviço de novas obras aqui no estado do Ceará”, afirmou.

O senador encerrou a publicação reforçando o discurso de defesa do governo federal e das ações realizadas no Ceará.

“Estou trabalhando, porque essa é a turma do respeito, essa é a turma da entrega, essa é a turma que trabalha pelo Brasil e pelo Ceará”, concluiu.

As declarações repercutiram rapidamente entre aliados e opositores do governo federal, ampliando o embate político nas redes sociais. O uso do termo “BolsoMaster” virou um dos pontos mais comentados da publicação e reforçou a estratégia de exposição política adotada por lideranças governistas em debates ligados ao bolsonarismo e denúncias de repercussão nacional.

Zeudir Queiroz