Homem diz ter sofrido homofobia durante cerimônia de batismo em igreja

Após se preparar para a cerimônia de batismo por seis semanas, fotógrafo foi informado — no dia do rito — que não poderia ser batizado por ser gay e casado com outro homem

(crédito: Instagram/Reprodução)
O último domingo (15/5) seria de celebração para o fotógrafo João Pedro Poderoso, que passaria por uma das mais importantes cerimônias religiosas da igreja evangélica após seis semanas de preparo: o batismo. No entanto, na hora em que ele seria submetido ao rito, na Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju (Ipra), o pastor o informou que ele não poderia ser batizado por ser “homoafetivo e ser casado com outro homem”.

“Eu fui chamado por um líder e levado a uma sala, onde ele me informou que o pastor gostaria de falar comigo e chegando lá, ele me informou que eu não poderia ser batizado porque eu era homossexual e casado com outro homem”, contou o homem ao portal g1.

“Sendo que toda a igreja sabia do meu relacionamento com o meu esposo, eu já frequentava a igreja há um ano. Não era novidade o nosso relacionamento”, acrescentou. João Pedro disse, ainda, que fez um curso de um mês e duas semanas para estar apto para o momento e, em nenhum momento, foi informado de que não poderia fazer parte da cerimônia.

O fotógrafo afirmou que acionou um advogado para cuidar do caso, que foi registrado no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil de Sergipe. “Eles deveriam pelo menos ter compaixão pelo momento que eu estava vivendo, a felicidade que eu estava vivendo. Eu estava clamando pelo Senhor, pelo Espírito Santo e eles tiraram isso de mim”, disse João nas redes sociais.

O homem também afirma que não quer que as regras da igreja sejam mudadas, mas reclama pelo constrangimento de falar para ele que não poderia participar do batismo apenas no momento da cerimônia.

Ao G1, a Ipra afirmou que o candidato ao batismo não pode participar do ato batismal se não estiver apto segundo normas internas da instituição. A igreja também informou que o comunicado feito a João foi feito de modo reservado, na secretaria da instituição, sem expor o homem ou as razões pelas quais ele não poderia ser batizado, para evitar qualquer tipo de constrangimento.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Zeudir Queiroz