
Os ministérios do Planejamento e Orçamento (MPO) e da Fazenda apresentaram nesta quarta-feira (15) as diretrizes do último Orçamento do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações constam no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027.
Salário mínimo terá aumento de 5,9%
O governo projeta que o salário mínimo em 2027 será de R$ 1.717, o que representa um reajuste de 5,9% em relação ao valor atual de R$ 1.621. O aumento nominal previsto é de R$ 96. A correção considera uma inflação estimada em 3,76% para 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Meta fiscal prevê superávit de 0,5% do PIB em 2027
O PLDO estabelece meta de superávit primário de 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões. O piso dessa meta é de R$ 36,6 bilhões, com abatimento de R$ 57,8 bilhões em despesas com precatórios — mesmo valor considerado no orçamento atual. Para os anos seguintes, o governo projeta superávit de 1% do PIB em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030. Em 2026, a meta é de superávit de 0,25% do PIB (R$ 34,3 bilhões), com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.
Déficit ainda pressiona contas públicas
Apesar das metas, o governo estima um déficit primário de R$ 59,8 bilhões em 2026 antes dos abatimentos. Após ajustes contábeis, a projeção é de superávit de R$ 3,5 bilhões neste ano. Para 2027, o saldo positivo após compensações deve chegar a R$ 37 bilhões.
Controle da dívida depende do resultado primário
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que o cumprimento das metas fiscais é essencial para estabilizar a dívida pública. Segundo ele, como o governo não controla diretamente a taxa de juros, o superávit primário se torna peça-chave para evitar o crescimento do endividamento. Moretti também afirmou que os precatórios fora da meta fiscal serão reduzidos em 10% ao ano até 2036, eliminando esse tipo de despesa do cálculo ao longo da próxima década.
Governo destaca cenário econômico favorável
O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou a recente queda do dólar, que ficou abaixo de R$ 5, e celebrou uma emissão recorde de títulos em euros — cerca de 5 bilhões — algo que não ocorria há mais de dez anos. Segundo integrantes da equipe econômica, o país apresenta inflação controlada e maior atração de investimentos estrangeiros. Eles também afirmam que as contas públicas estão mais equilibradas do que no período entre 2021 e 2022.
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