
Após a derrota no plenário do Senado Federal na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias adotou um tom sereno e de resignação ao comentar o resultado da votação. Em pronunciamento à imprensa na noite desta quarta-feira (29/4), o advogado-geral da União afirmou que deixa o processo com o “coração leve”, destacando a sensação de ter cumprido sua missão de forma íntegra, transparente e fiel aos seus princípios.
Reconhecimento ao processo democrático
Messias ressaltou que, ao longo de cinco meses, se submeteu ao rigoroso escrutínio previsto no rito constitucional. Durante esse período, reuniu-se com dezenas de senadores, aos quais fez questão de agradecer pela receptividade, pelo diálogo e pelos votos recebidos. Sem direcionar críticas à condução do processo, enfatizou o respeito à decisão soberana do plenário, classificando o resultado como parte natural do funcionamento da democracia. Em sua fala, pontuou que a vida pública é marcada por ciclos de vitórias e derrotas, e que é essencial saber lidar com ambos com maturidade e equilíbrio.
Críticas indiretas e defesa da própria trajetória
Embora tenha mantido um discurso conciliador, o ministro mencionou que enfrentou, ao longo da tramitação de seu nome, uma tentativa de “desconstrução” de sua imagem pública. Segundo ele, houve circulação de informações falsas e narrativas distorcidas durante os últimos meses. Ainda assim, reforçou que optou por conduzir sua participação no processo com dignidade, evitando confrontos diretos e mantendo o foco naquilo que considera ser sua trajetória profissional e pessoal.
Gratidão e sensação de dever cumprido
Apesar do desfecho negativo, Messias afirmou que sai grato pela oportunidade de ter sido indicado e pela confiança depositada em seu nome. Ele destacou que encara o momento com a consciência tranquila, reiterando que “lutou o bom combate” e que se manteve fiel aos seus valores durante toda a jornada. Para ele, mais importante do que o resultado final foi a forma como conduziu sua participação.
Fé e continuidade da trajetória
Em um discurso permeado por referências à fé, o advogado-geral declarou acreditar que sua trajetória está “nas mãos de Deus” e que o resultado deve ser compreendido dentro de um propósito maior. Mesmo reconhecendo o peso político e pessoal da derrota, afirmou que esse episódio não representa um ponto final em sua história. Pelo contrário, reforçou que seguirá convicto de seus ideais e disposto a continuar contribuindo com a vida pública, mantendo a confiança de que novos caminhos e oportunidades ainda estão por vir.
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Com informações do Correio Brasiliense
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