A ideia, desenvolvida pela Coordenadoria de Mobilidade Urbana da Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP), faz parte da nova Política Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável de Fortaleza, regulamentada por meio do projeto de Lei nº 47/2023, aprovado no último dia 31 de agosto.
A nova política institui o Plano de Acessibilidade e Mobilidade Urbana Sustentável da cidade, que pretende estimular o uso de transportes de energia limpa, promovendo a diminuição da emissão de gases poluentes.
Redução da poluição e de custos
O investimento feito pelo município tem o objetivo de zerar as emissões de gases do efeito-estufa até 2050, como defende o Race to Zero (Correndo ao Zero), agenda global promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Há também a intenção de reduzir a emissão de outros poluentes nocivos à saúde, a exemplo dos óxidos de nitrogênio (NOx), relacionados a problemas respiratórios, conforme prevê a política municipal de vigilância da qualidade do ar.
Com o investimento, a gestão também busca refrear os custos operacionais do transporte público de Fortaleza.
Segundo relatório técnico elaborado em 2019 pelo The International Council on Clean Transportation (ICCT) para a cidade de São Paulo, ao considerar apenas os custos de operação, esse percentual pode chegar a ser, aproximadamente, 58% menor.
Linhas 100% elétricas em Fortaleza
A prefeitura informou que os primeiros veículos elétricos de Fortaleza seriam direcionados para as linhas de ônibus 026 – Antônio Bezerra/Messejana e 222 – Antônio Bezerra/Papicu/Antônio Sales, dando condições de acompanhamento dos parâmetros de consumo e autonomia para avaliar os impactos econômicos e ambientais da proposta e a viabilidade econômica da expansão.
O objetivo é atingir uma redução anual de aproximadamente 3.600 toneladas de CO2 e 15 toneladas de NOx, com base nas linhas selecionadas.
Fonte: https://gcmais.com.br/