
Após a repercussão da prisão de um médico e ex-professor universitário suspeito de assédio sexual contra uma aluna, ao menos quatro mulheres procuraram o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) para relatar situações semelhantes. O caso ocorreu em Quixadá, no interior do Ceará.
Defesa diz não ter acesso às novas denúncias
A defesa de Yuri Portela, apontado como suspeito de assédio sexual e violência psicológica contra uma estudante de uma faculdade particular do município, informou que ainda não teve acesso a qualquer procedimento ou investigação formal no âmbito do MPCE referente às novas denúncias divulgadas recentemente.
Em nota, os advogados afirmaram que só irão se manifestar após terem acesso aos autos do processo.
Presunção de inocência é destacada
Segundo a defesa, não existem, até o momento, elementos oficiais que permitam esclarecimentos adicionais sobre os relatos noticiados pela imprensa. O posicionamento ressalta que, assim que o Ministério Público liberar o acesso ao conteúdo do processo, será realizada uma análise técnica para a elaboração de um pronunciamento adequado, reforçando a necessidade de respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência.
Prisão ocorreu na última quinta-feira
Yuri Portela foi preso na última quinta-feira (29), em Quixadá, local onde teriam ocorrido os fatos investigados. Ele atuava como professor em uma instituição privada de ensino superior da cidade e também exercia a profissão de médico.
Investigação aponta abuso de autoridade acadêmica
De acordo com as investigações, a decisão judicial que determinou a prisão considerou indícios de que o suspeito se aproveitava de sua posição como docente para constranger a aluna. Conforme apurado, ele teria prometido benefícios acadêmicos — como facilidades em avaliações e atribuição de notas — em troca de envolvimento de natureza sexual.
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