Khamenei ameaça EUA e diz que resposta iraniana será “inesquecível”

Publicada em • Zeudir Queiroz
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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos neste sábado (18/7), ao afirmar que o país persa dará uma “lição inesquecível” aos norte-americanos após a retomada dos ataques contra o território iraniano. Em uma mensagem divulgada pela televisão estatal, Khamenei acusou Washington de descumprir o acordo firmado entre os dois países e afirmou que as ações dos Estados Unidos demonstram que os compromissos assumidos pelo presidente Donald Trump não são confiáveis.

Ameaça de resposta militar

Na mensagem, o aiatolá declarou que a ofensiva americana representa uma tentativa de provocar um novo conflito na região, mas garantiu que o Irã está preparado para responder.

“Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (…), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer”, afirmou.

A declaração reforça o clima de tensão entre Teerã e Washington, em meio ao recrudescimento das hostilidades envolvendo forças iranianas e aliados regionais.

Críticas ao acordo firmado com os Estados Unidos

Khamenei também criticou duramente a retomada das ações militares americanas, classificando os ataques como uma nova violação do protocolo de cessar-fogo firmado entre os dois países em 17 de junho, que tinha como objetivo interromper as hostilidades.

Segundo o líder iraniano, o descumprimento do entendimento demonstra que os compromissos assumidos pelo governo dos Estados Unidos não têm credibilidade.

“A violação repetida do protocolo demonstrou mais uma vez a todos que a assinatura do presidente americano não vale nada”, declarou.

Tensão permanece elevada

As declarações do líder supremo refletem o agravamento da crise entre Irã e Estados Unidos, após a retomada dos confrontos. O discurso também reforça a disposição de Teerã em responder às ações militares americanas, aumentando a preocupação da comunidade internacional com uma possível escalada do conflito no Oriente Médio.

Com informações do Correio Brasiliense

Zeudir Queiroz