
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), anunciou a criação de um posto avançado da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) dentro do Terminal Rodoviário Rita Maria. Em vídeo publicado nas redes, ele afirma que o objetivo é “garantir o controle de quem chega” e oferecer passagem de volta para quem desembarcar sem emprego e sem local para morar.
Como o posto funcionaria, segundo a prefeitura
Pelas falas do prefeito, equipes da assistência social abordam recém-chegados; caso a pessoa declare não ter trabalho nem moradia, é ofertada a passagem para a cidade de origem ou onde tenha familiar. O prefeito diz também que a ação integra a estratégia municipal para lidar com a população em situação de rua.
Números divulgados
A administração municipal afirma que a medida já resultou no retorno de mais de 500 pessoas aos seus locais de origem — número repetido em publicações do próprio prefeito.
Repercussão e controvérsia
O anúncio gerou críticas de parte do público e de veículos de imprensa, com acusações de xenofobia e “controle migratório” local. Relatos apontam reação de órgãos e entidades cobrando respeito a direitos e ao devido processo legal.
O que diz o prefeito
Topázio Neto sustenta que a ação “coloca ordem” e evita que Florianópolis se torne “depósito de pessoas em situação de rua”, reforçando que o município oferece o bilhete de retorno quando a pessoa não tem meios de se manter na cidade.
Contexto
A pauta da população de rua tem sido prioridade política recente do prefeito e aparece com frequência em suas redes desde setembro, incluindo outras medidas polêmicas ligadas a assistência social e alimentação em via pública.
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