
Após decisão do STF em 2020, municípios passaram a criar suas próprias loterias. No Ceará, 12 cidades já sancionaram leis nesse sentido:
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Caucaia (LOTEPOCA)
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Barbalha
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Irauçuba
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Apuiarés (LOTOAPUIARÉS)
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Itapajé
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Tauá
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Itapipoca
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Novo Oriente (LOTOORIENTE)
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Jaguaribara
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Capistrano (CAPISORTE)
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Frecheirinha
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Saboeiro
Modalidades
As prefeituras podem explorar:
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Loteria passiva (bilhetes numerados)
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Resultado instantâneo (raspadinhas)
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Prognósticos (específicos, numéricos e esportivos)
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Apostas de quota fixa (“bets”), previstas na Lei 14.790/2023
Onze municípios adotaram as “bets”, exceto Caucaia, que prioriza jogos físicos e digitais próprios.
Uso da Receita
Os recursos serão destinados a políticas públicas. Exemplos:
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Barbalha: 45% combate à fome, 45% serviços sociais, 10% segurança
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Capistrano: saúde, assistência social, esporte e lazer (10% para fundo esportivo)
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Apuiarés: foco na saúde
Regulamentação
As operações podem ser feitas pelas prefeituras ou por concessões e PPPs. Editais ainda estão em elaboração em cidades como Caucaia e Barbalha.
Fiscalização e Segurança
As legislações preveem:
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Garantias contra fraude
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Sanções (multas, interdições, bloqueios de plataformas)
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Comunicação ao Coaf para prevenção de lavagem de dinheiro
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Programas de compliance e jogo responsável
Impasse Jurídico
O tema segue em debate no STF, que analisa nova ADPF protocolada pelo partido Solidariedade. A PGR ainda não se manifestou.
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