
A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato da vereadora Lorena Oliveira Silveira, conhecida como Professora Lorena (PRD), no município de Canindé. A parlamentar foi condenada por compra de votos e abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.
Condenação inclui inelegibilidade por oito anos
Além de perder o mandato, Lorena foi declarada inelegível por um período de oito anos, a contar das eleições de 2024. A ação foi movida pelo promotor eleitoral Jairo Pequeno Neto, da 33ª Zona Eleitoral, responsável por Canindé.
Vereadora contesta decisão, mas diz que respeita a Justiça
Em comunicado publicado nas redes sociais em 22 de julho, Lorena afirmou que recebeu “com naturalidade” a decisão judicial, embora discorde do resultado. Ela destacou que pretende recorrer às instâncias superiores e disse confiar “na justiça dos homens e na justiça de Deus”.
Lorena diz que seguirá no cargo até decisão final
Apesar da condenação, a vereadora afirmou que continuará exercendo suas funções até que a sentença transite em julgado. “Fui eleita legalmente pela vontade de vocês, com uma votação expressiva, o que reforça ainda mais meu compromisso com a democracia”, declarou.
Investigação apontou compra de votos e abuso de poder
Segundo o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em 26 de setembro de 2024 a Polícia Civil recebeu denúncia sobre movimentações financeiras ilegais em benefício da campanha da vereadora. As apurações indicaram a distribuição de R$ 30 mil para compra de votos.
A investigação também aponta que Lorena usou suas redes sociais para promover um evento em 10 de agosto, no qual oferecia prêmios de R$ 1 mil e entrada gratuita, caracterizando possível abuso de poder econômico.
Apreensões confirmaram suspeitas do Ministério Público
Em outubro de 2024, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e locais ligados à candidata. Durante as diligências, a polícia encontrou R$ 56.626 em dinheiro vivo, 10 mil santinhos de campanha, 32 kits de higiene e medicamentos, cadernos com nomes de eleitores e valores correspondentes, cópias de documentos e comprovantes de abastecimento de veículos.
Cassação e inelegibilidade já foram decretadas
Com base nas provas reunidas, a Justiça Eleitoral cassou o diploma eleitoral de Lorena e declarou sua inelegibilidade por oito anos.
Confira o comunicado publicado pela vereadora
“Recebi com bastante naturalidade a notícia da sentença da magistrada da zona eleitoral. Apesar de discordar, respeito as decisões judiciais. Assim como outros representantes políticos já passaram por situações semelhantes, também tenho o direito legal de recorrer. E ainda há duas instâncias a serem percorridas.
Fui eleita legalmente pela vontade de vocês, a vontade do povo, e com uma votação bem expressiva, o que reforça ainda mais o meu compromisso com a democracia e com a missão que eu assumi desde o primeiro dia do meu mandato.
Confio plenamente no trabalho dos meus advogados e, acima de tudo, na justiça dos homens e na justiça de Deus, que nunca falha.
Quero tranquilizar meus amigos, apoiadores e toda a população. Continuo no exercício do meu mandato, firme no propósito que sempre me guiou: trabalhar pelo povo. Seguirei exercendo minhas funções com responsabilidade, coragem e compromisso até que haja uma decisão definitiva.”
- Chagas Vieira chama Ciro para o debate e critica “papo furado” nas redes sociais - 6 de março de 2026
- Homem é morto a tiros e criança de 4 anos fica ferida em ataque no bairro Icaraí, em Caucaia - 6 de março de 2026
- Professor é preso em Cascavel suspeito de importunação sexual dentro de escola - 6 de março de 2026
