Valdemar confirma que empresário ligado ao Banco Master doou R$ 3 milhões para campanha de Bolsonaro

Publicada em • Zeudir Queiroz
(Crédito: José Cruz/ABr)

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, confirmou em entrevista que o empresário Fabiano Zettel, citado como cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, fez uma doação de R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro em 2022.

A declaração reforça informação já publicada anteriormente pela revista Fórum, que apontou que o valor teria sido doado por alguém ligado ao entorno do Banco Master durante o período eleitoral.

Valdemar tenta contextualizar valor da doação

Questionado sobre o caso Banco Master e sobre o fato de figuras da direita — inclusive dentro do próprio PL — evitarem se expor publicamente sobre o tema, Valdemar comentou a origem da afirmação de que o empresário teria sido “o maior doador” da campanha.

Segundo ele, o rótulo estaria ligado ao valor depositado diretamente na conta eleitoral de Bolsonaro.

“Quando eles falam que ele foi o maior doador, é porque ele deu 3 milhões na campanha do Bolsonaro, deu diretamente na conta do Bolsonaro. Na conta do partido também entrava dinheiro. E nós tivemos até doações de 7 milhões de uma pessoa só”, declarou.

Fala confirma repasse e amplia discussão sobre recursos no partido

A frase central da declaração confirma explicitamente a doação de R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro.

No entanto, ao acrescentar que “na conta do partido também entrava dinheiro”, Valdemar introduz um segundo elemento na discussão: além do repasse à campanha presidencial, houve também entrada de recursos no próprio Partido Liberal (PL).

Na prática, o dirigente acaba assumindo publicamente um tema que o partido vinha evitando comentar de forma direta, especialmente em meio à repercussão do chamado caso Banco Master.

Momento político aumenta pressão sobre o tema

A declaração ocorre em um momento em que o assunto voltou a ganhar força nas redes sociais e no debate político. O caso tem sido explorado por adversários e também provocado questionamentos dentro do próprio campo da direita.

Embora Valdemar tente enquadrar a situação como doações regulares de campanha, a menção a recursos entrando também na conta do partido pode ampliar o debate político sobre o tema e gerar novas cobranças públicas sobre a origem e o destino desses valores.

Com informações do Jornal de Brasília

 
Zeudir Queiroz