Lula amplia vantagem no primeiro turno e alcança Flávio no segundo

Publicada em • Zeudir Queiroz

A três semanas da eleição, presidente alcança 42% contra 37% do senador; aprovação do governo também sobe e chega a 47%

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Caucaia

A três semanas do primeiro turno das eleições, uma nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (14/9), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula alcança 42% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 37%. A diferença de cinco pontos percentuais deixa o petista isolado na primeira posição, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Lula cresce e amplia vantagem no primeiro turno

Em comparação com o levantamento anterior, Lula cresceu três pontos percentuais, passando de 39% para 42%. Flávio Bolsonaro também avançou, saindo de 35% para 37%.

Com as oscilações, a vantagem do presidente aumentou de quatro para cinco pontos percentuais.

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) aparece na terceira colocação, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%. Renan Santos (Missão) registra 2%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada.

Os votos brancos e nulos somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos, Lula teria aproximadamente 45%, percentual insuficiente para encerrar a disputa no primeiro turno. Dessa forma, o levantamento aponta para a realização de uma segunda etapa da eleição, prevista para 25 de outubro.

Lula e Flávio estão tecnicamente empatados no segundo turno

Em uma eventual disputa direta, Lula aparece numericamente à frente, com 47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio Bolsonaro.

A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, configurando empate técnico entre os dois candidatos.

Na rodada anterior do levantamento, Flávio tinha 46%, enquanto Lula aparecia com 45%. Agora, o presidente avançou dois pontos percentuais e passou a ocupar a liderança numérica, enquanto o senador permaneceu estável.

Presidente aparece à frente dos demais adversários

O levantamento também simulou outros quatro cenários de segundo turno. Lula aparece numericamente à frente em todos eles:

  • Lula: 47% x Ronaldo Caiado: 41%
  • Lula: 49% x Romeu Zema: 39%
  • Lula: 48% x Renan Santos: 37%
  • Lula: 45% x Augusto Cury: 42%

A menor diferença ocorre no confronto com Augusto Cury, no qual o presidente tem três pontos percentuais de vantagem.

Rejeição permanece elevada

A rejeição de Lula oscilou de 49% para 48%, enquanto a de Flávio Bolsonaro permaneceu em 50%.

O potencial de voto do presidente, que reúne os entrevistados que afirmam que votariam ou poderiam votar nele, passou de 47% para 50%. No caso de Flávio Bolsonaro, o índice subiu de 47% para 48%.

Os números reforçam a polarização eleitoral entre o atual presidente e o senador do PL, que concentram a maior parte das intenções de voto e também os índices mais elevados de rejeição.

Aprovação do governo sobe para 47%

A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre o desempenho do governo federal. A aprovação da gestão Lula passou de 45% para 47%, enquanto a desaprovação oscilou de 50% para 49%.

Entre as áreas nas quais os entrevistados perceberam melhora, a renda aparece com 41%, seguida pelo bem-estar geral e pela educação, ambas com 40%.

Por outro lado, 45% dos entrevistados afirmam que houve piora na segurança pública. O poder de compra aparece em seguida, com 43%, enquanto 36% apontam piora na capacidade de poupar.

Na saúde pública, 35% dos entrevistados perceberam melhora e 32% avaliaram que houve piora.

Metodologia da pesquisa

A Nexus entrevistou 2.003 eleitores por telefone entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026.

A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04076/2026.

Com informações do Correio Brasiliense