
A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), indica que o presidente Lula (PT) lidera todos os cenários de segundo turno testados até o momento. As vantagens variam de cinco a cerca de 20 pontos percentuais, a depender do adversário, sinalizando um cenário eleitoral ainda favorável ao atual chefe do Executivo, apesar de movimentos de crescimento entre alguns possíveis concorrentes.
O levantamento mostra também uma redução da diferença em relação à rodada anterior, realizada em dezembro, especialmente no confronto com o governador de São Paulo, o que sugere maior competitividade em determinados cenários.
Disputa mais apertada: Lula x Tarcísio de Freitas
O cenário mais equilibrado da pesquisa é entre Lula e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse embate, o presidente aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o governador paulista registra 39%. A diferença, que era de dez pontos percentuais em dezembro, caiu para cinco pontos agora.
Em termos de variação, Lula oscilou negativamente dentro da margem de erro, passando de 45% para 44%. Já Tarcísio apresentou crescimento expressivo, saindo de 35% para 39%, consolidando-se como o nome mais competitivo contra o presidente neste momento.
Lula mantém vantagem contra Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior
Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula tem 45% das intenções de voto, contra 38% do senador. A vantagem é de sete pontos percentuais. Em comparação com dezembro, Lula recuou de 46% para 45%, enquanto Flávio avançou de 36% para 38%, mantendo a tendência de leve aproximação entre os dois.
Resultado semelhante aparece no confronto com Ratinho Júnior (PSD). Nesse cenário, Lula soma 43%, contra 36% do governador paranaense, também uma diferença de sete pontos. O percentual de eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas é relativamente alto, o que indica espaço para mudanças ao longo do processo eleitoral.
Vantagem mais ampla contra Caiado, Zema, Aldo Rebelo e Renan Santos
Nos cenários em que Lula enfrenta Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo), a vantagem do presidente é mais confortável. Contra Caiado, Lula registra 44%, enquanto o governador de Goiás aparece com 33%. Já frente a Zema, Lula chega a 46%, contra 31% do adversário.
A diferença é ainda maior quando os nomes testados são Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão). Contra Aldo Rebelo, Lula tem 45% contra 27%. Já no cenário com Renan Santos, o presidente alcança 46%, enquanto o adversário marca 26%. Em ambos os casos, os percentuais de votos brancos, nulos ou de eleitores que dizem não pretender votar chegam a 24%, reforçando o caráter ainda preliminar dessas simulações.
Detalhamento dos cenários de segundo turno
Cenário 1: Lula x Tarcísio de Freitas
Lula (PT): 44%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 39%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Cenário 2: Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT): 45%
Flávio Bolsonaro (PL): 38%
Indecisos: 2%
Branco/nulo/não vai votar: 15%
Cenário 3: Lula x Ratinho Júnior
Lula (PT): 43%
Ratinho Júnior (PSD): 36%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Cenário 4: Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 44%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 33%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 19%
Cenário 5: Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 46%
Romeu Zema (Novo): 31%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 19%
Cenário 6: Lula x Aldo Rebelo
Lula (PT): 45%
Aldo Rebelo (Democracia Cristã): 27%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 24%
Cenário 7: Lula x Renan Santos
Lula (PT): 46%
Renan Santos (Missão): 26%
Indecisos: 4%
Branco/nulo/não vai votar: 24%
Contexto e metodologia da pesquisa
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
É importante ressaltar que as candidaturas testadas ainda não são oficiais. Os nomes precisam ser confirmados pelos partidos entre julho e agosto, durante as convenções partidárias, e registrados na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto. Até lá, o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças significativas.
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