
Apenas 11 dias depois de a Polícia Federal apreender R$ 470 mil em dinheiro vivo em sua residência, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, registrou em cartório a venda de um imóvel que, segundo ele, seria a origem do montante encontrado. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
Registro em cartório ocorreu após a apreensão
De acordo com a reportagem, a transferência do imóvel foi oficializada em 30 de dezembro, enquanto a apreensão do dinheiro ocorreu em 19 de dezembro. O bem negociado é um apartamento localizado em Ituiutaba, município do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.
Diferença de datas levanta questionamentos
A proximidade entre os dois episódios e, principalmente, o fato de o registro da venda ter sido feito após a apreensão do dinheiro chamaram a atenção. Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que, embora a venda possa ter ocorrido anteriormente de forma informal, o registro tardio em cartório dificulta a comprovação imediata da origem lícita dos recursos.
Deputado afirma legalidade da transação
Sóstenes Cavalcante afirma que o valor apreendido é compatível com a venda do imóvel e que a operação foi legal. Segundo ele, a formalização em cartório apenas oficializou um acordo já existente, e a quantia em espécie teria sido mantida em casa por decisão pessoal.
Caso segue sob análise
A Polícia Federal ainda analisa a documentação apresentada pela defesa do deputado para verificar se há compatibilidade entre os valores declarados, a venda do imóvel e o dinheiro apreendido. O caso segue em apuração. – Com informações do Correio Brasiliense- Chagas Vieira chama Ciro para o debate e critica “papo furado” nas redes sociais - 6 de março de 2026
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