
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ministro da Educação, Camilo Santana, poderá disputar as eleições de 2026, caso seja necessário. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (25), durante evento em São Carlos, no interior de São Paulo.
Segundo Lula, o ex-governador do Ceará deve se afastar do cargo dentro do prazo eleitoral e acompanhar o cenário político antes de uma decisão definitiva. A fala reforça especulações sobre o futuro político de Camilo no estado.
Possível saída do MEC e cenário eleitoral
Durante o discurso, Lula comentou sobre a saída de ministros que pretendem concorrer nas eleições, citando também o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Fernando Haddad.
Ao mencionar Camilo Santana, o presidente indicou que ele deve deixar o Ministério da Educação e pode entrar na disputa eleitoral, dependendo do cenário.
“O Camilo não é candidato, mas vai se afastar. Vai ficar de olho, na expectativa. Se precisar, ele é candidato”, afirmou Lula.
Disputa no Ceará segue indefinida
Nos bastidores, há a possibilidade de que Camilo dispute o Governo do Ceará, eventualmente substituindo o atual governador Elmano de Freitas, que é cotado para tentar a reeleição. Apesar disso, o próprio Camilo tem declarado publicamente que não pretende ser candidato ao cargo.
Ainda assim, a decisão de deixar o ministério dentro do prazo de desincompatibilização mantém seu nome no centro das articulações políticas.
Retorno ao Senado e articulações no Nordeste
Camilo Santana confirmou que Lula deve visitar o Ceará no dia 1º de abril para inaugurar obras do campus do ITA no estado. No dia seguinte, ele deve deixar o comando do Ministério da Educação e retomar o mandato no Senado.
Além disso, o ex-governador é cotado para atuar como coordenador da campanha presidencial de Lula no Nordeste, ao lado do ex-governador do Piauí, Wellington Dias.
Aliados avaliam impacto político
Diante das especulações, aliados também comentam o cenário. O senador Cid Gomes avaliou que uma possível candidatura de Camilo poderia impactar diretamente a disputa estadual.
Em declarações anteriores, Camilo reafirmou apoio à candidatura de Elmano, mas ponderou que o cenário político pode mudar: “Se eu for convocado para missão no Ceará, não é escolha pessoal, é pelo projeto”, afirmou em outra ocasião.
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