
Conforme a Folha, a defesa de Bittar, que também foi condenado durante o processo, alegou ao juiz Luiz Bonat, que a venda será mais benéfica à Justiça do que um futuro leilão, que pode ocasionar depreciação do valor do imóvel em relação a seu preço de mercado.
Bonat ficou a frente dos casos de Curitiba após a saída do ex-juiz Sérgio Moro, que assumiu o ministério da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A petição enviada ao magistrado, sugere que o dinheiro da venda do imóvel seja depositado em conta judicial, a ser indicada por ele.
Segundo a reportagem do jornal paulista, Fernando Bittar adquiriu a propriedade em 2010, por R$ 500 mil. Em fevereiro de 2019, Lula, o empresário e mais dez pessoas foram condenadas durante o processo. De acordo com a sentença, o ex-presidente supostamente recebeu R$ 1 milhão em propinas na reforma na propriedade.
A Lava Jato informou que o imóvel passou por três reformas, que foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin. As intervenções somaram R$ 1,02 milhão, sendo uma administrada pelo pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra sob comando da Odebrecht, por R$ 700 mil. Por fim, uma reforma na cozinha, pela quantia de R$ 170 mil, sob tutela da OAS.
Lula vai recorrer em segunda instância a condenação. Bittar, que recebeu pena de três anos e multa de cerca de R$ 14 mil, recorre em liberdade.
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