Primeira Turma decide por unanimidade acompanhar Alexandre de Moraes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na manhã desta segunda-feira (24/11), manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, no julgamento realizado no plenário virtual.
Violação da tornozeleira eletrônica
PF aponta dano causado por fonte de calor
A decisão analisada pelo colegiado diz respeito à ordem de prisão decretada por Moraes após a Polícia Federal constatar que a tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro foi danificada por uma fonte de calor — possivelmente um aparelho de solda ou equipamento semelhante — às 0h08 do sábado. Para a PF, o ato configura violação das medidas cautelares impostas no inquérito que investiga a trama golpista.
Voto do relator
Moraes: “descumprimento doloso e consciente”
Primeiro a votar, Alexandre de Moraes defendeu a manutenção da prisão preventiva. O ministro afirmou que Bolsonaro é “reiterante” no descumprimento de medidas cautelares e teria violado a tornozeleira de maneira “dolosa e consciente”. Moraes destacou ainda que o ex-presidente confessou ter manipulado o equipamento, o que, segundo ele, comprova “falta grave, descumprimento ostensivo da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”.
Posições dos demais ministros
Dino alerta para riscos de mobilização extremista
O ministro Flávio Dino acompanhou o relator e afirmou que “a experiência recente demonstra que grupos mobilizados em torno do condenado, frequentemente atuando de forma descontrolada, podem repetir condutas similares às de 8 de janeiro”. Cristiano Zanin também votou com o relator, mas optou por não apresentar voto próprio. Cármen Lúcia encerrou o julgamento acompanhando Moraes, igualmente sem voto adicional. O julgamento, iniciado às 8h, ocorreu sem debates orais; cada ministro registrou seu voto no sistema eletrônico.
Entenda a prisão
Preventiva, sem prazo determinadoJair Bolsonaro foi preso na manhã de sábado (22/11) em sua residência, no Jardim Botânico, em Brasília. Desde então, encontra-se detido na Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul. A prisão preventiva — sem prazo determinado — foi solicitada pela Polícia Federal ao STF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Embora Bolsonaro já tenha sido condenado no caso da tentativa de golpe, a prisão atual não está diretamente ligada a essa condenação. O motivo principal é a quebra reiterada de medidas cautelares impostas pelo Supremo.
Quebras das cautelares
Manipulação da tornozeleira e contatos proibidosDe acordo com as investigações, Bolsonaro:
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Manipulou a tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado;
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Violou regras de monitoramento;
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Manteve contatos expressamente proibidos;
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Estimulou movimentações políticas apesar das restrições impostas.
Esses fatores, segundo o STF, justificam a manutenção da prisão preventiva.
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Com informações do Correio Brasiliense
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