Polícia Federal reconstrói os passos de Francisco Wanderley Luiz até a detonação das bombas próximo ao Supremo Tribunal Federal. Isso levará à conclusão se o extremista agia por conta própria ou contava com cobertura para perpetrar o crime

Rastros de um plano meticuloso
Francisco foi flagrado em diversas ocasiões que indicam um planejamento cuidadoso. Antes do atentado, ele adquiriu R$ 1,5 mil em fogos de artifício em Ceilândia, pagos em duas parcelas com cartão de débito. Durante as compras, demonstrou nervosismo e recusou a emissão de nota fiscal, comportamento que chamou a atenção do vendedor e agora faz parte das investigações. Além disso, o extremista alugou um trailer no estacionamento do anexo IV da Câmara dos Deputados, onde a PF encontrou explosivos. A localização estratégica do veículo, próxima ao Supremo Tribunal Federal (STF), sugere uma preparação de médio a longo prazo. Imagens de câmeras de segurança mostram Francisco circulando pela Câmara dos Deputados no dia das explosões, levantando a suspeita de que ele planejava ataques simultâneos ao STF e à Câmara.Evidências digitais e conexões políticas
Os investigadores já acessaram o celular do suspeito e trabalham na análise de mensagens, buscas na internet e redes sociais. Uma selfie no plenário do STF, publicada em agosto com a legenda “Deixaram a raposa entrar no galinheiro”, reforça a hipótese de premeditação. Francisco também tinha conexões políticas. Ele foi visto em 2023 no gabinete do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), com quem mantinha contato devido à sua atuação na política local em Rio do Sul, Santa Catarina. No encontro, o deputado relatou um comportamento emocionalmente instável do suspeito.Linha do tempo e motivações
Francisco morava em uma quitinete em Ceilândia há pelo menos três meses e esteve em Brasília em outras ocasiões, incluindo o período de acampamentos antidemocráticos no início de 2023. A ex-mulher revelou que o principal alvo de Francisco era o ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no STF. Com os avanços na análise dos dados obtidos, a PF espera determinar se Francisco agiu sob influência de grupos extremistas na deep web ou se teve apoio logístico de outros indivíduos.Próximos passos
A quebra dos sigilos telefônico, fiscal e telemático deve trazer mais respostas. Para o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, os indícios até agora apontam para a gravidade e complexidade do caso, que pode estar conectado a outros episódios de violência política no país. – Com informações do Correio BrasilienseÚltimos posts por Zeudir Queiroz (exibir todos)
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