
A Petrobras anunciou que, a partir de 1º de abril, o preço médio do diesel vendido às distribuidoras terá redução de 4,6%, passando a R$ 3,55 por litro. É o primeiro corte no valor do combustível desde dezembro de 2023. A medida representa uma queda de R$ 0,18 por litro, segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard.
Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A com 14% de biodiesel, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor será de R$ 3,05 por litro – uma diminuição de R$ 0,15 no preço do diesel B, vendido nos postos.
Apesar da nova redução, o corte ainda não compensa completamente o aumento de R$ 0,22 por litro aplicado em janeiro.
Desde dezembro de 2022, a estatal afirma que o diesel acumula queda de R$ 0,94 por litro nas distribuidoras, o que representa redução de 20,9%.
Impacto nos preços e na inflação
O valor do diesel influencia diretamente os custos logísticos no Brasil, já que a maior parte dos produtos é transportada por caminhões. Assim, a queda no preço pode gerar reflexos positivos no controle da inflação, especialmente sobre alimentos, que têm maior sensibilidade ao custo do transporte.
Composição do preço
O preço do diesel nos postos inclui:
-
Valor repassado pela Petrobras às distribuidoras;
-
Impostos federais (PIS e Cofins) e estaduais (ICMS);
-
Preço do biodiesel, misturado na proporção de 14%;
-
Margens de distribuição e revenda.
Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço praticado pela Petrobras nesta segunda-feira (31) estava R$ 0,08 acima da paridade internacional.
A expectativa é que a redução anunciada possa contribuir para alívio nos preços de produtos básicos e reforçar os esforços do governo no controle da inflação.
–
Com informações do G1
- Polícia conclui inquérito e indicia mulher suspeita de fingir ser criança em Joinville - 6 de junho de 2026
- Cantor Júlio César é sepultado após campanha de arrecadação mobilizar fãs e amigos - 5 de junho de 2026
- Lula lidera corrida presidencial de 2026 e abre 8,5 pontos sobre Flávio Bolsonaro, aponta Vox Brasil - 5 de junho de 2026
