Ex-presidente é suspeito de envolvimento em um esquema de negociação de presentes de alto valor. Pedido de compartilhamento foi feito ao ministro Alexandre de Moraes

O Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu, nesta terça-feira (12/9), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso a informações obtidas com a quebra de sigilo do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados no Estados Unidos. A solicitação foi feita pelo subprocurador-geral Lucas Furtado.
Bolsonaro é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e descaminho de presentes de alto valor recebidos pela Presidência da República quando ele estava no cargo de chefe do Executivo. O caso é investigado pela PF na operação Lucas: 12.2.
Bolsonaro é citado em conversas envolvendo Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. O ex-presidente seria o destino de pelo menos U$ 25 mil obtidos com a venda dos presentes. Ao todo, o esquema pode ter movimentado mais de R$ 1 milhão.
Em uma das provas obtidas durante a investigação, o general do Exército Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, aparece refletido em uma imagem tirada para negociar a venda de esculturas recebidas pelo ex-presidente.
De acordo com a PF, o militar Mauro Lorena tirou uma foto da caixa com esculturas recebidas para enviar a uma joalheria e avaliar o preço que poderia cobrar. A corporação investiga crimes de lavagem de dinheiro e descaminho. Pois os presentes recebidos por Bolsonaro, inclusive um relógio Rolex de alto valor, teriam sido vendidos e os recursos incorporados ao patrimônio pessoal dos acusados.
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/
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