
Para Flávio Dino, a colaboração premiada de Élcio de Queiroz marcou o encerramento de uma fase da investigação, pois esclareceu as dúvidas sobre a execução do crime, abrindo caminho para a identificação dos mandantes. O ministro ressaltou que, com base nas provas coletadas, novas operações serão desencadeadas nas próximas semanas.
O ministro da Justiça explicou que a delação foi firmada porque as provas colhidas desde o início do ano tornaram evidente a participação de Élcio e Ronnie no crime, inviabilizando a tese de defesa de Élcio que negava envolvimento no caso.
Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal e a Polícia Penal Federal se juntaram à investigação em colaboração com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Flávio Dino justificou o ingresso das polícias federais na investigação, ressaltando a união de esforços permitida por essa colaboração.
A prisão do ex-bombeiro Maxwell, conhecido como “Suel”, ocorrida nesta segunda-feira, foi um desdobramento da delação premiada de Élcio de Queiroz.
Ex-bombeiro é preso em operação que investiga assassinato de Marielle Franco.
O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, foi preso nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, pela pela Polícia Federal (PF), suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Os agentes da corporação também cumpriram 7 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Élpis.
No dia 10 de junho de 2020, Maxwell Simões Correa foi preso e acusado de obstruir as investigações sobre a execução de Marielle e de Anderson. A prisão foi na Operação Submersus 2, deflagrada naquele dia pelo MPRJ, Corregedoria do Corpo de Bombeiros e Delegacia de Homicídios da Capital (DH).
Na época, também a promotora do MPRJ, Simone Sibilio, que respondia pela investigação do caso no órgão, afirmou, em entrevista na porta da DH, na Barra da Tijuca, que Correa foi proprietário do carro utilizado para ocultar um arsenal de armas de Ronnie Lessa, acusado de ser o executor da vereadora.
“Ele [Maxwell Correa] responde pelo crime de obstrução da justiça. É por isso que ele foi investigado, denunciado e preso. Ele participou da ocultação de várias armas, que foram lançadas ao mar. Se a arma usada no crime estava lá, nós não sabemos afirmar. Mas o fato é que ele participou do crime de obstrução da justiça. Há várias provas no processo que está sob sigilo”, afirmou Simone naquele momento.
O crime ocorreu no dia 14 de março de 2018, por volta das 21h30, na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Marielle e Anderson foram mortos a tiros dentro de um carro. A assessora também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos.
*Com informações da Agência Brasil.
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