
Cenário proposto pelo estudo
O estudo sugere um modelo em que:- Isenção plena seja aplicada a rendas até R$ 5.000;
- Redução gradual de alíquota para rendas entre R$ 5.000 e R$ 7.500;
- Manutenção da alíquota atual para rendas superiores.
Impacto e reação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou o pacote fiscal na última quinta-feira (28), propondo que a compensação da isenção do IR venha da taxação de super-ricos com rendimentos acima de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais). Embora o governo destaque a sustentabilidade da medida, ela enfrenta resistência:- Mercado financeiro: reagiu negativamente, com o dólar atingindo R$ 6 após o anúncio.
- Congresso Nacional: os presidentes do Senado e da Câmara indicaram que a discussão deve ser adiada para 2025, citando a necessidade de uma análise fiscal detalhada.
Declarações
Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, afirmou:“Em política fiscal, é preciso afastar o medo da impopularidade. Apoiar medidas de controle e corte de gastos é essencial, mesmo que não sejam simpáticas.”Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, destacou:
“A discussão será deixada para o próximo ano, com foco no aprimoramento das propostas e na análise da sustentabilidade fiscal.”
Contexto e desafios
O pacote fiscal, que inclui mudanças no salário mínimo, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), projeta impacto de R$ 327 bilhões entre 2025 e 2030. A reforma no IR pretende tornar o sistema menos regressivo e promover maior equidade fiscal. No entanto, líderes políticos e analistas alertam para a necessidade de equilíbrio fiscal, especialmente considerando a reação negativa do mercado e o contexto econômico desafiador – Com informações do R7Últimos posts por Zeudir Queiroz (exibir todos)
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