Lula diz que não acredita em tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros: “Não vai ter”

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: (Crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que não acredita na imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ao ser questionado sobre a possibilidade de um aumento nas taxas de importação, o petista respondeu de forma direta: “Não vai ter tarifaço”.

A declaração foi dada à TV Vanguarda, na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, realizado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A fala ocorre em meio à expectativa do governo brasileiro sobre a decisão da Casa Branca, que deve anunciar até a próxima quarta-feira (15) se colocará em vigor novas tarifas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros.

Caso sejam confirmadas, as medidas poderão afetar diferentes setores da economia nacional e alterar a dinâmica das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Governo mantém cautela e prepara possíveis respostas

Apesar do discurso otimista do presidente, integrantes do governo federal adotam uma postura mais cautelosa nos bastidores. Equipes da área econômica e diplomática trabalham com a possibilidade de que as novas tarifas sejam confirmadas e já discutem estratégias para uma eventual reação, tanto no campo diplomático quanto comercial.

A preocupação aumentou após declarações recentes do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo ele, Brasil e EUA ainda estão distantes de alcançar um entendimento sobre as questões comerciais em discussão, o que reforçou a expectativa de que Washington possa manter uma postura mais rígida.

Exceções podem reduzir impactos para exportadores

Mesmo diante do cenário de incerteza, negociadores brasileiros avaliam que a decisão norte-americana poderá vir acompanhada de um anexo ampliando a lista de produtos isentos da tarifa de 25%.

Caso essa hipótese se confirme, alguns setores exportadores brasileiros poderão sofrer impactos menores, preservando parte da competitividade no mercado norte-americano.

Última rodada de negociações é aguardada

O governo brasileiro também espera ser convocado para uma última reunião virtual com Jamieson Greer antes do prazo final estabelecido pelos Estados Unidos.

A expectativa é que o encontro permita esclarecer os rumos da decisão da administração norte-americana e abra espaço para negociações de última hora, na tentativa de minimizar os efeitos das possíveis tarifas sobre as exportações brasileiras.

Enquanto aguarda o anúncio oficial, o Planalto mantém o discurso de confiança, mas segue monitorando o cenário internacional e preparando medidas caso as tarifas sejam efetivamente implementadas.

Com informações do Correio Brasiliense

Zeudir Queiroz