Douglas Matias da Silva, único preso até esta quinta-feira (22) por suspeita de participação na chacina do Bairro Benfica, admitiu em depoimento a policiais ter participado de quatro das sete mortes ocorridas na matança.
O suspeito afirmou ainda que é integrante da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) e comprou as armas usadas no crime por meio de contatos que obteve em um grupo de WhatsApp.

Conforme relato a policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegacia responsável pelo caso, Douglas participou do ataque na Praça da Gentilândia, no Benfica, bairro boêmia e universitário de Fortaleza. Na noite do crime, em 9 de março, a praça estava lotada de estudantes das universidades vizinhas.
A chacina continuou em outro ponto do Benfica, na sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF).
Conforme o secretário de Segurança do Ceará, André Costa, há duas hipóteses para as causas da chacina: rivalidade entre torcidas de futebol ou conflito entre traficantes de drogas.
Douglas foi preso dois dias após o crime. Com base no relato aos policiais, a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, em que não há prazo para soltar o suspeito.
Ataques simultâneos em três pontos do Bairro Benfica deixaram sete mortos na noite de 9 de março. A Polícia investiga se o caso tem relação com confronto entre torcidas organizadas. A Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) negou a relação.
Na Vila Demétrio, sede da TUF, foram baleados Carlos Victor, que morreu no local, Emilson Badeira e Adenilton da Silva – atendidos no hospital, não resistiram aos ferimentos. Pedro Braga foi assassinado na Rua Joaquim Magalhães. Uma pessoa baleada na praça e outra na Rua Joaquim Magalhães ainda estão no hospital.
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