Vereador bolsonarista Cássio Fala Pira é preso temporariamente em Piracicaba (SP)

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba

A Polícia Civil prendeu temporariamente o vereador Cássio Luiz Barbosa (PL), conhecido como Cássio Fala Pira, na manhã desta quinta-feira (9), em Piracicaba (SP). A Justiça determinou a prisão após sete denúncias de crimes sexuais feitas por mulheres contra o parlamentar. Foram cumpridos quatro mandados, sendo um de prisão e três de busca e apreensão em escritórios e no gabinete do vereador. Celulares e computadores foram apreendidos. Cássio foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade.

Posição do vereador

Em declaração à imprensa, Cássio negou as acusações:

“Nada do que foi dito ocorreu. Vou provar na Justiça que não é verdade. As mulheres estão mentindo e agora vão ter que provar.”

No plenário da Câmara, em 6 de outubro, o vereador também se defendeu:

“Tenho direito à defesa. Eu com 50 anos vou pegar mulher à força? As pessoas falam o que querem, julgam como querem.”

Denúncias

As denúncias relatam abusos ocorridos entre 2024 e 2025, em locais como o gabinete da Câmara e uma estrada de terra. Uma das vítimas afirmou que foi chamada para receber uma cesta básica e acabou levada para um local isolado, onde o vereador tentou forçá-la a manter relações. Outra relatou ter sido abusada dentro da Câmara Municipal, durante suposta entrevista de emprego. O caso mais antigo foi revelado por uma mulher que disse ter sido molestada no gabinete, após procurar o vereador em busca de trabalho.

Câmara Municipal

A Câmara de Piracicaba informou que já adotou medidas internas e está à disposição das autoridades. Disse ainda não ter sido notificada das novas denúncias.

Defesa do vereador

Em nota, a defesa afirmou que as acusações serão enfrentadas judicialmente, que o vereador nega todos os crimes e colabora com as investigações. Também declarou que ele e sua família receberam ameaças e que serão tomadas medidas legais contra calúnia, injúria e difamação. A nota conclui reafirmando a confiança na Justiça e o compromisso com a transparência e o devido processo legal.

Zeudir Queiroz