Casal é resgatado após sequestro e tortura em Fortaleza

Publicada em • Zeudir Queiroz

Viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil levaram ao 6º Distrito Policial, na Messejana, dois detidos: Ayrton Crispin Neto e Aleph da Silva Frota. Segundo a Polícia Civil, eles integrariam um grupo de oito pessoas responsável por torturar um casal e planejar a execução das vítimas.

Motivação ligada a disputa familiar

O delegado Fernando Cavalcante, titular do 6º DP, afirmou que o crime foi motivado por uma disputa familiar envolvendo a guarda de uma criança.

“Recebemos a informação de que esse casal teria sido sequestrado no bairro Ancuri. A PM agiu prontamente e conseguiu interceptar a casa, o cativeiro onde eles estavam”, disse o delegado.

Como o sequestro aconteceu

Ainda de acordo com Cavalcante, a irmã da vítima teria recorrido a uma facção criminosa para resolver o conflito.

“O indício é uma desavença familiar entre o casal e um parente. Eles têm uma filha de 11 meses e o parente disse que havia descuido. A irmã acionou uma célula do Comando Vermelho que atua no Ancuri e no Parque Santa Maria”, explicou.

O casal foi até a casa da irmã para buscar a filha e acabou sequestrado. O pai do rapaz procurou a polícia, e a ação rápida das equipes permitiu localizar o cativeiro e resgatar o casal com vida.

Estado das vítimas

As vítimas foram encontradas muito machucadas.

“Ele foi ouvido, mas não conseguiu assinar; precisou usar a digital porque estava com as mãos inflamadas. Eles apanharam muito, foram muito torturados”, relatou o delegado.

Enquadramentos criminais

Os suspeitos foram autuados por tortura, tentativa de homicídio, sequestro e participação em organização criminosa.

“O restante do grupo já foi identificado e seguiremos com as investigações para subsidiar o Ministério Público e o Judiciário, para que todos respondam pelo que fizeram”, afirmou Cavalcante.

Histórico de um dos detidos

De acordo com a equipe de reportagem da TV Cidade, um dos suspeitos havia sido preso em agosto e usava tornozeleira eletrônica no momento da nova prisão.

Zeudir Queiroz