
Desindexação
“Muita gente está preocupada com a desindexação do benefício ao salário mínimo. Hoje, 65% dos aposentados recebem só um salário mínimo.” A advogada Marta Gueller, especialista em previdência social, precisou reforçar os atendimentos telefônicos do escritório. “Os clientes querem fazer o cálculo para começar o processo”, diz.
Transição
A especialista tem sugerido calma aos clientes. “Eu digo sempre que o governo vai ter de criar uma regra de transição, no caso de mudanças. E quem já atingiu o limite por idade tem direito adquirido, uma cláusula pétrea da Constituição. Para quem não tem a idade mínima, não adianta nada começar um processo agora”, afirma.
Pela reforma
Enquanto o trabalhador que já viveu uma boa parte de sua vida contribuindo com o INSS quer assegurar os direitos, especialistas defendem a reforma. Segundo o economista Paulo Tafner, a Previdência precisa cortar despesas já. Caso contrário, pode faltar dinheiro para pagar os aposentados lá na frente. Ele afirma que já passou da hora de fazer a reforma. “O gasto previdenciário, mantida a regra atual, vai crescer todo ano 5% do PIB. Isso significa que em 10 anos, será 60% maior. Em 15 anos, vai mais que dobrar. Os próximos 20 anos são cruciais. Haverá um intenso processo de envelhecimento. Vai entrar uma quantidade imensa de gente no sistema e não há fonte de arrecadação que banque”, ressalta.
Idade mínima
Sobre a adoção da idade mínima para trabalhador da ativa. Ele afirma que “sem isso, não haverá efeito financeiro imediato no sistema para desacelerar o crescimento do déficit. Se a regra da idade mínima valer apenas para novos trabalhadores, o efeito só virá em 40 anos, quando esses trabalhadores estiverem velhos e começarem a se aposentar”.
Regra atual
Hoje, está em vigor o dispositivo com uma fórmula progressiva, que tem como ponto de partida o cálculo 85/95, que se refere à soma do tempo de contribuição e idade da mulher/homem no momento da aposentadoria. O valor dessa soma vai subir um ponto em 2017, outro ponto em 2019 e, a partir de então, um ponto a cada ano até chegar a 90/100, em 2022.
Os trabalhadores que atendem a esse critério passam a escapar dos efeitos do fator previdenciário – dispositivo que reduz o valor recebido por quem se aposenta precocemente.
Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
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