
A última superlua de 2025 poderá ser observada em todo o Brasil nesta quinta-feira, 4 de dezembro, encerrando um ano especialmente rico em fenômenos celestes. Este será o terceiro e último evento do tipo no ano — após as superluas de 7 de outubro e 5 de novembro — e promete um dos visuais mais impressionantes do calendário astronômico.
A superlua acontece quando a Lua cheia coincide com o perigeu, ponto em que o satélite está mais próximo da Terra, a cerca de 357.219 km. Nessa configuração, a Lua pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante do que em uma fase cheia comum, criando um espetáculo que chama a atenção tanto de astrônomos quanto de observadores casuais.
O melhor momento para apreciar o fenômeno é logo após o pôr do sol, quando a Lua surge no horizonte leste. Nesse instante ocorre a chamada ilusão lunar, que intensifica a sensação de tamanho devido à perspectiva. Em São Paulo, o nascer da Lua está previsto para 18h43; no Rio de Janeiro, para 18h27; e em Salvador, para 17h42, com pequenas variações conforme o fuso horário de cada região. A Lua cheia atinge seu ápice às 20h13 (horário de Brasília) e permanece visível durante toda a noite e parte da madrugada de sexta-feira (5).
A observação dispensa qualquer equipamento especial. Basta um local com céu limpo e horizonte desobstruído — praias, campos e áreas elevadas são ideais. Para quem desejar acompanhar com mais precisão, aplicativos como Stellarium e SkySafari ajudam a monitorar o posicionamento da Lua. As condições climáticas devem favorecer boas observações no Sudeste e no Nordeste, enquanto o Sul poderá registrar maior presença de nuvens.
Embora o termo superlua não seja oficial na astronomia — criado pelo astrólogo Richard Nolle na década de 1970 —, ele se popularizou e é usado por instituições como a NASA e o Observatório Nacional para identificar luas cheias que ocorrem a menos de 360 mil km da Terra. A superlua de dezembro se destaca por ser a mais próxima do ano, encerrando o ciclo de 2025 com brilho especial. Além dela, o mês ainda reserva outros atrativos celestes, como a chuva de meteoros Geminídeas, que reforça dezembro como um período privilegiado para observações do céu.
Este último espetáculo lunar do ano convida todos a desacelerar e contemplar o cosmos. A próxima sequência de superluas só retornará em 2026, o que torna o evento ainda mais especial. Para aproveitar ao máximo, basta sair ao entardecer, olhar para o horizonte e deixar-se encantar pela “gigante” que iluminará o céu brasileiro.
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