Projeto de legalização dos jogos de azar é retirado da pauta do senado

Publicada em • Zeudir Queiroz
Carlos Moura/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou da pauta de votações desta terça-feira (8) o Projeto de Lei 2.234/2022, que trata da legalização dos jogos de azar no Brasil. A decisão foi anunciada durante a abertura da sessão plenária, diante de um quórum considerado baixo, divergências entre os parlamentares e solicitações de adiamento feitas por líderes partidários.

Motivos para a retirada da votação

Durante a sessão, Alcolumbre explicou os principais fatores que o levaram a retirar o projeto de ofício:

  • Presença de apenas 56 senadores no Plenário, número considerado insuficiente para a votação de um tema polêmico.

  • Divisão clara de opiniões entre os parlamentares.

  • Pedidos de líderes partidários para o adiamento da votação, com o objetivo de garantir a participação de mais senadores.

“Há certamente uma divisão no Senado sobre esse tema. Diante do quórum de 56 senadores, diante da grande divergência sobre essa matéria e das solicitações de senadores que gostariam de estar presentes na votação, esta presidência vai retirar de ofício esse item”, afirmou Davi Alcolumbre.

Proposta revoga proibição de 1946

O projeto de lei propõe o fim de uma proibição que vigora há quase 80 anos. Desde 1946, a exploração de jogos de azar é proibida em todo o território nacional. A proposta também prevê a revogação de trechos da Lei das Contravenções Penais, que atualmente estabelece punições para essas atividades.

Modalidades que seriam liberadas

Caso aprovado, o PL 2.234/2022 permitirá a liberação das seguintes modalidades de jogos:

  • Cassinos

  • Bingos

  • Videobingos

  • Jogo do bicho

  • Apostas em corridas de cavalos (turfe)

Senador Eduardo Girão se posiciona contra o projeto

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) comemorou a retirada do projeto da pauta. Ele defende uma análise mais aprofundada da proposta e sugere que o texto seja enviado para debate em três comissões permanentes antes de retornar ao Plenário.

“Gostaria que o projeto fosse encaminhado para três comissões e, no dia que vier para o Plenário, que se faça votação nominal. A população está aflita”, afirmou Girão.

Próximos passos

Com a retirada da pauta, ainda não há nova data definida para a votação do projeto. A expectativa é que ele passe por uma tramitação mais detalhada nas comissões do Senado antes de ser novamente levado ao Plenário para votação, possivelmente com a realização de votação nominal, como solicitado por alguns senadores.

Zeudir Queiroz