
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua preocupação nesta quarta-feira (24/4) com o caso da morte do cachorro Joca, ocorrida devido a um erro logístico da companhia aérea Gol. Lula cobrou que a empresa preste contas sobre o ocorrido e solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que fiscalize o caso.
Durante a sanção de leis ligadas à Cultura, no Palácio do Planalto, Lula comentou o incidente, expressando solidariedade ao tutor de Joca e sua família. Em um gesto simbólico, o presidente usou uma gravata estampada com desenhos de cachorros em homenagem ao animal.
“A minha gravata tem o desenho de um cachorrinho. Eu a coloquei esta manhã em protesto pelo que aconteceu com um cachorro de um cidadão que estava enviando seu animal para Sinop, no Mato Grosso”, declarou Lula. A cerimônia de assinatura dos projetos ocorreu a portas fechadas, mas o presidente compartilhou sua fala em suas redes sociais.
Joca, um golden retriever de quatro anos, faleceu durante o transporte pela Gollog, braço logístico da Gol. Ele deveria ter sido levado do Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, para Sinop junto de seu tutor, mas foi erroneamente enviado a Fortaleza, Ceará. Após ser enviado de volta a Guarulhos, o animal foi encontrado sem vida.
“Lamento profundamente o ocorrido. A Gol deve prestar contas, e a Anac precisa fiscalizar para que fatos como esse não se repitam no Brasil. Esta gravata é uma homenagem ao Joca e nossa solidariedade à sua família”, completou o presidente.
Reação do governo
O governo reagiu prontamente após a repercussão da morte de Joca, ocorrida na segunda-feira (22). O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cobrou explicações da companhia e informou que a Anac já está investigando o caso. Ele também anunciou que o ministério estudará a criação de leis mais rigorosas para o transporte aéreo de animais.
Em resposta, a Gol afirmou que foi “surpreendida” pelo falecimento do animal e expressou solidariedade à família. A empresa também suspendeu por 30 dias o transporte de cães e gatos nos porões de suas aeronaves. “Estamos oferecendo desde o primeiro momento todo o suporte necessário ao tutor e sua família. A apuração dos detalhes do ocorrido está sendo conduzida com total prioridade por nosso time”, afirmou a companhia em nota.
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Com informações do Correio Brasiliense
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