
Durante a missa deste domingo (9), o padre Adauto, da Paróquia São Sebastião, em Lagoa de Dentro, no Brejo paraibano, fez uma grave denúncia sobre a existência de um “bingo de mulheres” na cidade. Segundo o religioso, a prática estaria acontecendo em uma comunidade rural do município, onde as vencedoras do suposto bingo teriam mulheres como “prêmio”.
A denúncia foi feita durante a homilia, momento da celebração dedicado à reflexão da palavra de Deus. O padre expressou sua indignação com a situação, classificando-a como um desrespeito à dignidade feminina.
“Vocês sabiam que aqui no município de Lagoa de Dentro, numa comunidade rural da cidade, tem alguém fazendo bingo de mulheres? E o pior: que tem homem casado indo pra lá? Leva tuas filhas pra botar lá no bingo também. Vocês sabiam disso? Pois tem aqui no município de Lagoa de Dentro. E o que é triste é que, muitas vezes, pessoas de dentro da igreja também estão no meio dessa bagunça”, afirmou o padre Adauto.
Crítica ao desrespeito à mulher
Durante sua fala, o sacerdote censurou a participação de homens casados no evento e fez um apelo para que os fiéis reflitam sobre suas próprias condutas e valores morais. O padre ironizou a situação ao desafiar os envolvidos a levarem suas próprias mães, irmãs ou filhas para participarem do bingo, questionando se eles aceitariam ver suas parentes sendo tratadas dessa maneira.
“Eu queria que levasse a mãe, ou a irmã, ou a filha, ou a sobrinha, ou a neta. Leva! Que tristeza”, completou o religioso.
Impacto da denúncia e repercussão
A declaração do padre rapidamente repercutiu nas redes sociais e entre os moradores de Lagoa de Dentro. A denúncia causou choque e indignação, levantando debates sobre o respeito às mulheres, machismo e exploração feminina.
Até o momento, não há informações oficiais sobre investigações em andamento. Entretanto, o caso já mobiliza autoridades locais e lideranças religiosas para que providências sejam tomadas.
A comunidade aguarda um posicionamento das autoridades para verificar a veracidade da denúncia e identificar possíveis responsáveis pelo suposto “bingo de mulheres”. O caso reforça a necessidade de debates sobre a valorização da mulher e o combate a práticas que ferem sua dignidade e direitos fundamentais.
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