
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou publicamente, por meio das redes sociais, a aprovação da medida provisória que cria o programa Gás do Povo, iniciativa do governo federal voltada à distribuição gratuita de botijões de gás de cozinha para famílias de baixa renda. A proposta foi aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados, com 415 votos favoráveis e 29 contrários, e segue agora para análise do Senado Federal.
Entre os parlamentares que votaram contra a medida estão Nikolas Ferreira e a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Defesa do Auxílio Gás e crítica ao novo modelo
Na declaração divulgada em suas redes sociais, Nikolas Ferreira afirmou que votou contra o projeto por entender que ele substitui, de forma negativa, um modelo que já existia. Segundo o deputado, o Auxílio Gás anterior — que depositava o valor diretamente na conta das beneficiárias — garantia mais autonomia às famílias atendidas.
De acordo com o parlamentar, no modelo anterior, “o auxílio caía direto na conta da mãe de família, e ela decidia onde comprar”. Já o novo programa, segundo ele, obriga os beneficiários a retirar o botijão apenas em revendedoras credenciadas pelo governo federal, o que, em sua avaliação, restringe a liberdade de escolha e pode gerar distorções no mercado.
Alegações de perda de autonomia e risco de encarecimento
Nikolas Ferreira também argumentou que o formato do Gás do Povo pode resultar no aumento do preço do gás de cozinha. Para ele, a concentração da distribuição em pontos credenciados tende a reduzir a concorrência e, no longo prazo, encarecer o produto para a população em geral.
Além disso, o deputado questionou a ausência de um prazo claro para a manutenção do benefício e afirmou que o programa poderia ser utilizado como instrumento político. Na avaliação do parlamentar, a iniciativa teria como objetivo “manter as pessoas presas ao benefício para obter apoio eleitoral”.
Questionamento sobre dados de redução da pobreza
Outro ponto levantado por Nikolas Ferreira foi a divergência entre os dados divulgados pelo governo federal e a necessidade de criação de um programa de distribuição gratuita de gás. Ele questionou as estatísticas oficiais sobre a redução da pobreza no país, associadas ao governo do presidente Lula.
Segundo o deputado, se a pobreza de fato tivesse diminuído nos níveis anunciados, não haveria necessidade de um programa que, segundo ele, atenderia cerca de 50 milhões de brasileiros com gás “gratuito” para cozinhar.
Objetivos e alcance do programa Gás do Povo
De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o programa Gás do Povo deve entrar em pleno funcionamento a partir de março e beneficiar aproximadamente 15 milhões de famílias em todo o país.
A iniciativa tem como objetivo combater a chamada pobreza energética, caracterizada pela dificuldade de acesso a serviços essenciais, como energia elétrica, aquecimento e gás para preparo de alimentos. Atualmente, o programa já está implantado em todas as capitais brasileiras.
Com a implementação do Gás do Povo, o Auxílio Gás — que atendia cerca de 4,4 milhões de famílias com a compra de um botijão de 13 quilos a cada dois meses — será substituído. O novo modelo prevê a retirada gratuita do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas em todo o território nacional.
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Com informações do Correio Brasiliense
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