Morre Constantino de Oliveira Júnior, fundador da Gol, aos 57 anos

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Reprodução

Morreu neste sábado (24), aos 57 anos, o empresário Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol Linhas Aéreas. Ele estava em tratamento contra um câncer. A informação foi confirmada pela companhia aérea por meio de nota oficial.

Trajetória marcada pelo empreendedorismo na aviação

Constantino Júnior foi um dos principais responsáveis pela criação da Gol, fundada em 2001 com a proposta de democratizar o transporte aéreo no Brasil por meio do modelo de baixo custo. Desde a fundação da empresa, ele ocupou o cargo de presidente executivo, posição que manteve até 2012, quando passou a comandar exclusivamente o conselho de administração.

Sob sua liderança, a Gol se consolidou como uma das maiores companhias aéreas do país, ampliando rotas nacionais e internacionais e transformando o mercado de aviação comercial brasileiro.

Experiência anterior no setor de transportes

Antes de ingressar no setor aéreo, o empresário construiu carreira no transporte terrestre. Entre 1994 e 2000, atuou como diretor da Comporte Participações, um dos maiores grupos de transporte rodoviário de passageiros do Brasil, pertencente à sua família. Essa experiência foi decisiva para a concepção do modelo de negócios da Gol.

Paixão pelo automobilismo

Além da atuação empresarial, Constantino Júnior era conhecido por sua paixão pelo automobilismo. Ele foi piloto de carros de corrida e chegou a conquistar o título da Copa Porsche, participando ativamente de competições no Brasil. O esporte era uma de suas grandes paixões fora do ambiente corporativo.

Nota oficial e legado

Em nota divulgada neste sábado, a Gol afirmou que “se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo o legado deixado por Constantino de Oliveira Júnior”. A empresa destacou ainda sua importância histórica para a companhia e para o setor aéreo nacional.

A morte do empresário representa uma perda significativa para o mercado de aviação e para o empresariado brasileiro, especialmente pelo papel pioneiro que desempenhou na transformação do transporte aéreo no país.

Zeudir Queiroz