De acordo com a revista Veja, Mauro Cid disse em delação que entregou, em mãos, o dinheiro da vendas de joias ao ex-presidente Bolsonaro

No caso da venda de joias, o coronel admitiu ter participado da venda de dois relógios de luxo recebidos pelo ex-presidente e confirmou ter repassado o dinheiro obtido no negócio a Bolsonaro.
“O presidente estava preocupado com a vida financeira. A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal”, disse Cid em depoimento.
Com relação aos cartões de vacinação, Cid assumiu a responsabilidade por tentar fraudar os registros do Ministério da Saúde ao emitir documentos que atestavam que ele, a mulher e as filhas haviam recebido os imunizantes contra a Covid-19. De acordo com o militar, a ideia é ter uma espécie de ‘salvo-conduto’ para ser usado caso a família fosse alvo de eventuais perseguições depois de terminado o governo.
Roteiro golpista
O ex-ajudante de ordens também precisou dar explicações sobre um roteiro de teor golpista encontrado em seu celular que dizia sobre a anulação das eleições do ano passado, a uma intervenção no Supremo Tribunal Federal (STF) e à convocação de uma nova eleição.
Na delação, de acordo com a revista, Cid afirmou que, pelas funções que exercia, seu telefone canalizava incontáveis mensagens sobre diversos assuntos, e mais de uma pessoa lhe encaminhou planos mirabolantes. “Eu recebia um monte de besteira nesse sentido, de gente que defendia intervenção, mas não repassava para o presidente. Qual o valor daquele texto encontrado no meu celular?”, disse.
O coronel agora precisa seguir uma série de exigências, entre elas usar tornozeleira eletrônica, permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana e comparecer semanalmente à Justiça de Brasília.
A Polícia Federal diz não comentar investigações em andamento. O Correio procurou a defesa de Mauro Cid e Jair Bolsonaro, mas não obteve reposta.
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/- Ceará tem 31 açudes sangrando após fortes chuvas em 2026 - 23 de abril de 2026
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