
O tenente-coronel Mauro Cid confirmou, em depoimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (9/6), que o ex-presidente Jair Bolsonaro leu e solicitou alterações na chamada minuta golpista. O documento previa medidas extremas para anular o resultado das eleições presidenciais de 2022 e manter a chapa derrotada no poder.
Bolsonaro quis manter prisão de Moraes na minuta
Segundo Cid, Bolsonaro solicitou a retirada do trecho que previa a prisão de diversas autoridades — com exceção do próprio Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-ajudante de ordens afirmou que o magistrado era o principal alvo do ex-presidente.
“Em termos de data, não me lembro bem. Foram duas, no máximo três reuniões em que esse documento foi apresentado ao presidente”, relatou Cid.
Estrutura da minuta golpista
De acordo com Mauro Cid, o documento era dividido em duas partes:
-
Diagnóstico Institucional
A primeira parte listava supostas interferências do STF e do TSE no governo Bolsonaro e no processo eleitoral de 2022. -
Medidas de Intervenção
A segunda parte apresentava uma fundamentação jurídica para justificar medidas autoritárias, incluindo:-
Decretação de estado de defesa e estado de sítio
-
Prisão de autoridades
-
Criação de um conselho eleitoral
-
Formação de um comitê de crise para refazer as eleições
-
- Ceará tem 31 açudes sangrando após fortes chuvas em 2026 - 23 de abril de 2026
- Fortaleza vence o CRB e abre vantagem na Copa do Brasil - 23 de abril de 2026
- PT propõe reduzir juros e conter apostas para frear endividamento - 22 de abril de 2026
