Lula critica mercantilização da política e mira reeleição em 2026

Publicada em • Zeudir Queiroz
(Crédito: Ricardo Stuckert/PR)

Neste sábado (7/2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a política brasileira “apodreceu” e se tornou excessivamente “mercantilizada”. A declaração foi feita durante o encerramento do evento que comemorou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

O discurso marcou, na avaliação de aliados, o início da construção do projeto de reeleição do presidente, com críticas diretas ao que Lula chamou de “mercado eleitoral” e sinalizações de ampliação da base de apoio para o pleito de 2026.

Críticas ao financiamento de campanhas

Durante a fala, o presidente direcionou ataques ao modelo atual de financiamento de campanhas e ao custo da militância paga. Lula questionou os valores envolvidos na manutenção de cabos eleitorais e no lançamento de candidaturas, especialmente para cargos legislativos municipais.

“A política apodreceu. Como é que está o mercado eleitoral desse país? Você sabe quanto custa um cabo eleitoral? Você sabe quanto custa um vereador? Você sabe quanto custa o preço de cada candidatura desse país? Isso é uma vergonha”, afirmou.

Segundo o presidente, o cenário atual representa um distanciamento das origens do partido e da militância popular.

Saudosismo das origens do PT

Lula contrastou a realidade atual com o início da trajetória do PT, relembrando um período em que as campanhas eram financiadas de forma mais simples, por meio da venda de camisetas e da mobilização voluntária.

“Eu tenho saudade do tempo em que a gente fazia campanha vendendo camiseta. Hoje tem dinheiro rolando para tudo quanto é lado”, disse, em tom crítico.

Articulação política para 2026

De olho nas eleições de 2026, o presidente convocou seus aliados a se prepararem desde já e indicou a intenção de atrair novos partidos para a base governista. Lula citou nominalmente legendas como PSD, PCdoB e PDT, que já integram o arco de apoio ao governo e devem intensificar a articulação política.

Pautas populares como bandeiras eleitorais

Para pavimentar o caminho eleitoral, o governo tem buscado priorizar no Congresso Nacional propostas de grande apelo popular. Entre as principais bandeiras que o PT pretende levar para a campanha estão o fim da escala de trabalho 6×1 e a regulação do trabalho por aplicativo.

Aproximação com o Congresso

A agenda em Salvador foi antecedida por um jantar de aproximação com líderes da Câmara dos Deputados. A iniciativa faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para impulsionar as pautas consideradas prioritárias e fortalecer a governabilidade antes do início formal do ciclo eleitoral.

Com informações do Correio Brasiliense

Zeudir Queiroz