Presidente critica práticas abusivas e pede atuação firme de órgãos de controle

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta sexta-feira (4), uma atuação mais rigorosa dos órgãos de fiscalização para apurar possíveis práticas abusivas em postos de combustíveis. Segundo o presidente, muitos estabelecimentos não estariam repassando ao consumidor as reduções de preços anunciadas pela Petrobras.
A declaração foi feita durante um evento em Duque de Caxias (RJ), onde foram anunciados investimentos da estatal nos setores de refino e petroquímica.
Descontos que não chegam às bombas
Lula se mostrou indignado com a situação e afirmou:
“Não é possível que a Petrobras anuncie o desconto de um centavo e esse desconto não chegue para o consumidor.”
O presidente destacou que a Petrobras tem feito um “sacrifício extraordinário” para reduzir os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. No entanto, segundo ele, muitos postos continuam vendendo os produtos com valores acima do esperado, o que pode configurar uma prática abusiva contra o consumidor.
Gás de cozinha também é alvo de críticas
Além dos combustíveis líquidos, Lula também questionou a diferença entre o valor pago pela Petrobras no gás de cozinha e o preço final cobrado ao consumidor.
“É preciso fiscalizar para saber se os preços são justos ou se tem alguém mais uma vez tentando enganar o povo brasileiro”, alertou.
Presidente pede ação coordenada de órgãos públicos
Lula fez um apelo direto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), à Agência Nacional do Petróleo (ANP), aos Procons estaduais, ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Polícia Federal.
“Faço apelo a esses órgãos – vou repetir: Fenacon, Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, Agência Nacional de Petróleo, os Procons estaduais, o CADE e a Polícia Federal – é preciso fiscalizar para saber se os preços que estão sendo vendidos estão justos ou se tem alguém tentando, mais uma vez, enganar o consumidor brasileiro.”
Caso em Brasília gera indignação
O presidente mencionou um caso ocorrido em Brasília, onde um posto de combustíveis teria aumentado o preço da gasolina em R$ 0,50, mesmo após a Petrobras ter anunciado reduções.
“Não é possível que se faça esforço extraordinário para reduzir 20 centavos, 12 centavos no litro da gasolina e isso não chegue ao posto de gasolina”, afirmou Lula.
Contexto e apelo final
Lula reforçou que, atualmente, os preços da gasolina e do óleo diesel estão mais baixos do que há dois anos e meio, quando assumiu a presidência. Ele lembrou ainda que, se considerada a inflação do período, o impacto das reduções seria ainda mais significativo para o bolso do consumidor.
Por fim, o presidente enfatizou que o consumidor brasileiro não pode continuar sendo penalizado e reiterou a importância da atuação coordenada dos órgãos de fiscalização para garantir a justiça nos preços praticados.
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