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A inflação dos alimentos deve apresentar uma desaceleração em 2025, embora os preços permaneçam elevados. Segundo projeções, a inflação alimentar deve ficar em 6%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve alcançar 5%, ainda acima da meta de 3% definida pelo governo.
Perspectivas para os Alimentos
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda prevê um cenário mais estável para os preços dos alimentos, com redução no custo de itens como carnes, arroz, feijão, alimentos in natura e derivados de soja e leite, impulsionados por boas condições climáticas e uma safra recorde de 325,3 milhões de toneladas, segundo o IBGE.
Por outro lado, produtos como trigo e derivados devem sofrer aumento de preços devido à baixa colheita em 2024. Além disso, itens como café e laranja podem manter preços elevados, impulsionados pela demanda externa e desafios na cadeia produtiva.
Impacto das Tarifas dos EUA
A política tarifária dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, pode favorecer o mercado interno brasileiro. Caso produtos agrícolas como soja, carne bovina e suco de laranja enfrentem barreiras tarifárias nos EUA, parte da produção pode ser redirecionada ao mercado doméstico, reduzindo preços internos.
Inflação e Produção
A inflação dos alimentos tem superado a inflação geral nos últimos anos, impulsionada por fatores como desvalorização cambial e eventos climáticos extremos. Em 2024, a forte demanda por exportações elevou o preço das carnes bovinas em 19%, impactando o custo de vida no país.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), os custos da produção industrial aumentaram 9,3% em 2024, refletindo-se na alta dos preços dos alimentos processados. No entanto, com a redução da inflação e um cenário cambial mais favorável, a expectativa é de uma leve queda nos preços de alguns produtos.
Medidas do Governo
O governo federal tem estudado medidas para conter a alta dos alimentos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado a forte demanda por exportações e sugeriu negociações com atacadistas para reduzir os preços no mercado interno.
Estudos do Centro de Liderança Pública (CLP) analisaram diferentes estratégias para controlar a inflação dos alimentos, incluindo subsídios, controle de preços e políticas comerciais. No entanto, especialistas alertam que intervenções diretas podem gerar efeitos negativos, como desestímulo à produção e mercados paralelos.
Com a expectativa de uma safra robusta e a possibilidade de ajustes no comércio exterior, o mercado brasileiro deve observar uma estabilização gradual dos preços ao longo de 2025.
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Com informações do Correio Brasiliense
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