
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta sexta-feira, 10 de outubro, um pacote de mudanças nas regras da poupança para ampliar o crédito imobiliário voltado à classe média. A iniciativa busca facilitar o acesso a financiamentos com juros menores para imóveis de até R$ 2,5 milhões.
Público-alvo
Segundo Lula, o foco são famílias com renda a partir de R$ 12 mil que desejam uma moradia maior e melhor localizada, próxima do trabalho e da rede de convivência.
“Esse programa foi feito pensando em dar àqueles que ainda não têm o direito de ter a sua casinha um pouco melhor […] Ele não quer morar nos ‘cafundós do Judas’”, disse o presidente.
Quem participou do anúncio
O evento ocorreu em um centro de convenções em São Paulo, com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Jader Filho (Cidades) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), além dos presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.
Principais mudanças
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Teto do SFH ampliado: o valor máximo do imóvel financiável pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,5 milhões.
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Mais crédito via poupança: os recursos da poupança serão liberados gradualmente, aumentando o volume disponível para financiamentos.
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Juros estimados: segundo o ministro Jader Filho, o novo modelo pode gerar na Caixa cerca de 80 mil novos financiamentos, com taxas de até 12% ao ano.
Como é hoje x Como ficará
Hoje
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65% dos recursos da poupança: destinação obrigatória ao crédito imobiliário.
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20%: depósitos compulsórios no Banco Central.
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15%: aplicação livre dos bancos.
Transição (a partir de 2024/2025)
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Redução dos compulsórios: de 20% para 15%, depois para 5%, até serem extintos.
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Extinção gradual também da obrigatoriedade dos 65% para crédito imobiliário.
Modelo final (previsto para 2027)
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A poupança passa a funcionar com vinculação direta ao crédito: quanto mais depósitos, mais financiamento imobiliário disponível.
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Objetivo de maximizar a poupança como fonte de funding do setor.
Impactos esperados
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Classe média: acesso facilitado a imóveis maiores e melhor localizados.
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Setor da construção: estímulo à atividade com mais oferta de crédito.
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Sistema financeiro: maior flexibilidade alocativa dos recursos da poupança ao longo da transição.
O que acompanhar
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Regulamentação detalhada das etapas de transição.
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Condições efetivas de juros praticadas por cada banco.
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Calendário de redução dos compulsórios e da obrigatoriedade dos 65%.
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Oferta regional de crédito e eventuais critérios de elegibilidade.
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