Fortaleza se mobiliza por justiça após morte do cão Orelha

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Reprodução

Outras cidades e capitais do país também registraram atos contra a violência praticada por adolescentes contra o cãozinho Orelha. Houve manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, entre outras localidades, mostrando que a indignação da população extrapolou os limites de Santa Catarina e do Ceará.

Os protestos evidenciaram o forte engajamento de protetores independentes e organizações de defesa animal. Faixas, cartazes e discursos emocionados marcaram as manifestações, que também cobraram políticas públicas mais efetivas de proteção e fiscalização dos direitos dos animais em Fortaleza, além de ações de conscientização sobre maus-tratos e o abandono de cães comunitários.

A morte do cão Orelha

(crédito: Reprodução / Redes Sociais)

Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram extremamente graves, levando à necessidade de eutanásia durante o atendimento veterinário, que tentava reverter o quadro clínico do animal.

O caso gerou comoção nacional, especialmente pelo fato de Orelha ser considerado um mascote comunitário da Praia Brava, onde era conhecido e cuidado por moradores e comerciantes da região.

Investigação policial e andamento do caso

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro. Quatro adolescentes são investigados por suspeita de agredir o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Segundo informações das autoridades e laudos veterinários, parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.

No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Dois deles estavam nos Estados Unidos e, ao retornarem ao Brasil, tiveram celulares e roupas apreendidos no dia 29, durante o desembarque no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

A defesa dos adolescentes informou que o retorno foi articulado previamente com a polícia e confirmou que os jovens entregaram voluntariamente os aparelhos telefônicos e outros pertences em uma sala restrita do aeroporto. Eles também foram intimados a prestar depoimento. As investigações seguem em andamento, com análise de imagens de câmeras de segurança e outros elementos de prova.

Zeudir Queiroz