
A diretoria do Fortaleza faz o possível para não pagar pelo quebra-quebra no Castelão depois de ser eliminado da Série C. Tanto que, além da solicitação de investigação policial para identificar os vândalos, o clube também cuidou para conter infratores durante a partida. Por conta própria, o clube identificou e encaminhou à delegacia torcedores com sinalizadores.
“Ninguém sabe, mas a gente conseguiu identificar no jogo de sábado, num problema envolvendo artefatos, três pessoas, que foram julgadas e condenadas ao pagamento de um salário mínimo e seis meses sem ir ao estádio”, revelou o diretor jurídico do clube, Daniel de Paula Pessoa.
O Jurídico do Leão trabalha para evitar que o Fortaleza seja responsabilizado pelas 965 cadeiras danificadas no Castelão e uso de sinalizadores. Através de notícia-crime, os cartolas pediram ao 16º DP abertura de inquérito policial para responsabilizar quem cometeu vandalismo.
Segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o Tricolor pode perder até dez mandos de campo e ser multado de R$ 100 a R$ 100 mil no Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
“Solicitamos imagens da Arena Castelão para trabalhar junto com o delegado Wilder Brito para facilitar a identificação. Queremos evitar esse problema com o STJD”, completou Pessoa. Quanto ao pagamento das cadeiras, o Leão não descarta arcar com a despesa, já que se trata de questão administrativa.
Presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio disse apoiar a iniciativa do clube: “Faremos todo o esforço e daremos o suporte para tudo que seja apurado e esclarecido”.
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