Fiéis de diferentes religiões comentam declarações do Papa Francisco no Brasil

Publicada em • Zeudir Queiroz
Em sua primeira viagem internacional como líder do catolicismo para participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, o papa Francisco marcou sua visita ao Brasil após polêmicas declarações. O papa falou sobre o posicionamento da Igreja no que diz respeito a homossexualidade, queda do número de fiéis, a necessidade de transformações, e, por fim, o diálogo com outras religiões.
O O POVO Online ouviu fiéis de quatro diferentes religiões com objetivo de entender qual o reflexo das declarações do pontífice na sociedade religiosa.
Tecla Oliveira, vice-presidente da União Espírita Cearense de Umbanda: “Concordamos plenamente com o Papa porque não é para existir preconceito, nem com negros, nem com homossexuais ou em qualquer natureza. Deus é um só, então a partir do momento em que estamos unidos podemos evitar que as drogas contaminem os jovens. Francisco vai estimular a fé entre esses jovens, pregando humildade e caridade”. Luíz Olímpio, advogado e psicanalista, espírita: “O papa Francisco não está surpreendendo somente os católicos, mas também todos de outras religiões que pararam para lhe ouvir. Sua simplicidade é algo admirável, suas respostas seguras e de coragem vêm mostrando que a Igreja Católica anseia por mudanças de postura. A entrevista na televisão do papa Francisco, em que fez convite para a união de todas as religiões, pode parecer utópico, mas é pertinente, pois enquanto houver disputas religiosas sempre haverá ausência de paz e a evolução humana será retardada. Como espírita que sou, gostei da simpatia e da simplicidade do papa Francisco, bem como da sua corajosa fala na entrevista televisiva”. Antônio Paiva Rodrigues, evangélico: “Foram abordadas questões polêmicas relacionadas à igreja católica. O escândalo do Vaticano não é novo, é antiquíssimo e, toda vez que há mudança de Papas, o assunto vem à tona. No nosso entender, apesar da simplicidade, ele não chegou a ser mais carismático do que o Papa João Paulo II. Acho estranho, e não concordo quando dizem que a autoridade maior da igreja católica é santa. (O santo padre). A visita do Papa Francisco foi oportuna, pois o Brasil estava precisando de uma sacudidela, pois a materialidade está superando a espiritualidade”. Marcílio Mendonça, da corrente Gnóstica: “O Papa pareceu especial por reafirmar valores básicos de ética , família e religião, propor a reafirmação do servir como caminho para Cristo e o acolhimento dos excluídos de todos os níveis, como forma de demonstrar na prática nossa Fé em Deus”. Fonte: O Povo
Zeudir Queiroz