
Não há prazo para o juiz federal Sergio Moro decidir sobre os embargos (Foto: AFP/Miguel Schincariol)
A sentença que condenou Luiz Inácio Lula da Silva teve seu primeiro recurso protocolado na noite desta sexta-feira, 14, pelos advogados do ex-presidente. Conforme a Folha de S.Paulo, a defesa pretende esclarecer “contradições, omissões e obscuridades na sentença”.
Lula foi condenado, na última quarta-feira, 12, a nove anos e seis meses, no âmbito da Operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá.
Ainda de acordo com a Folha de S.Paulo, o recurso faz com que fique suspenso o prazo para apelar ao Tribunal Regional Federal, que analisa o caso em segunda instância. Decisão pode levar à inelegibilidade do ex-presidente.
Defensores de Lula afirmam que há “ausência de imparcialidade” do juiz. “Denota-se uma análise completamente subversiva sobre os elementos de prova, evidentemente seletivo em favor da tese acusatória”, escrevem.
Ainda segundo os advogados, a sentença do juiz “desprezou” depoimentos que eram a favor do petista, destacando que ele nunca foi proprietário do tríplex. A defesa afirma também que Moro ignorou as provas, apresentadas pelos advogados, de que o apartamento ainda está em nome da OAS.
Não há prazo para o juiz federal Sergio Moro decidir sobre os embargos. Ministério Público Federal ainda pode propor o mesmo recurso.
Fonte: O POVO Online
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