
Durante todo o sábado, 22 de novembro, a reportagem observou manifestações de apoio à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro em diferentes pontos de Brasília. Vários bares no Distrito Federal foram tomados por comemorações, impulsionadas pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Um dos locais mais simbólicos foi o Pardim, bar na Asa Norte tradicionalmente ligado à esquerda brasiliense, onde muitos manifestantes se reuniram para celebrar a prisão.
Vozes da população: depoimentos
Marcela Alves, 34 anos
Marcela, visivelmente emocionada, definiu a prisão de Bolsonaro como uma “vitória”. “Vimos um governo muito problemático, e muitas pessoas buscaram justiça pelos crimes que ele cometeu”, disse.
Ela afirmou ainda que deseja que o ex-presidente cumpra toda a pena de 27 anos e 3 meses a que foi condenado: “Ele deve cumprir a sentença da forma mais justa possível, sem desculpas ligadas à saúde.”
Ana Paula, que estava de passagem por Brasília, recebeu a notícia por volta das 8h30 da manhã via mensagens no celular, e não escondeu o entusiasmo: “Desde que acordei, fiquei em êxtase. Vim pra cá para ver essa maravilha.”
Para ela, a prisão representa uma homenagem às pessoas que morreram durante a pandemia no governo Bolsonaro. “Perdi familiares. Ele dizia que era só uma gripezinha… agora ele está pagando pelo que fez.”
Geovanny descreveu o momento como um “marco para a história do país”. Para ele, a decisão da prisão preventiva simboliza uma nova fase para o Brasil: “Mostra que o país pode evoluir. Saímos de um período desastroso, onde um governo não cuidou da população nem respeitou nossas origens.”
Segundo ele, a celebração não se limita a Brasília: “O Brasil está ressurgindo com esperança e respeito… O Bolsonaro era um retrocesso.”
Universitário e professor, Mateus foi às ruas acompanhado de amigos para marcar o que chamou de um “sábado histórico”.
“Esse momento é uma forma de respeitar os valores democráticos que foram vilipendiados durante a gestão Bolsonaro. Estamos aqui para celebrar o dia que representa a justiça sobre aquilo que foi negado à nossa Constituição.”
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