
Fortaleza perdeu 47,96% da água ainda na etapa de distribuição, segundo o relatório Perdas de Água 2025, do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Os dados, referentes ao ano de 2023 e divulgados neste mês, colocam a capital cearense entre as cidades com maior desperdício do país.
O levantamento revela que apenas duas das 27 capitais — Teresina e Goiânia — atingiram o nível considerado adequado, com perdas abaixo de 25%. No Ceará, o cenário também é preocupante: 42,68% da água tratada no estado não chega às torneiras.
Entre os 100 maiores municípios brasileiros, apenas 21 cidades alcançaram o patamar satisfatório. Caucaia, porém, é uma exceção positiva no Ceará: aparece entre os melhores desempenhos do país, ocupando a 12ª posição, com índice de perdas de apenas 20,27% — um resultado que supera inclusive a grande maioria das capitais brasileiras.
O relatório evidencia desigualdades regionais já observadas em edições anteriores. A maior eficiência permanece concentrada no Sudeste, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, que reúnem 11 dos 20 municípios com menores índices de perda. Já os piores resultados continuam predominantemente no Norte e Nordeste, com destaque para Belém (61,91%), Rio Branco (56,06%) e Maceió (71,73%).
Para o Trata Brasil, os altos índices de desperdício elevam custos operacionais, pressionam tarifas, reduzem a segurança hídrica e comprometem as metas nacionais de universalização do saneamento. O instituto recomenda que estados e municípios ampliem investimentos em renovação das redes, combate a vazamentos e melhoria da gestão para frear o desperdício e garantir um abastecimento mais eficiente.
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