
Pedido de clemência
O governo indonésio não cedeu aos apelos feitos pela presidente Dilma Rousseff, que ligou para o presidente Joko Widodo na sexta-feira (16). A presidente também pediu pela vida de Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, condenado por tráfico e que tem condenação prevista para o mês que vem.
Widodo insistiu que não perdoaria as condenações à morte por delitos relacionados com o tráfico de drogas e respondeu que “não poderia comutar a sentença” uma vez que tinham sido cumpridos todos os trâmites legais.
O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, informou que o governo brasileiro pediu ajuda ao Papa Francisco contra a condenação à morte do brasileiro. “Fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê sobre o caso e me foi assegurado que isso seria enviado à Secretaria de Estado do Vaticano para que sua Santidade pudesse interceder em favor de uma atitude de clemência do governo indonésio”, disse.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma carta ao chefe do Ministério Público da Indonésia para pedir que o governo daquele país adiasse por oito semanas a execução de Marco Archer. Segundo a PGR, o adiamento por oito semanas daria ao Ministério Público do Brasil e ao da Indonésia um tempo mínimo para tentar uma cooperação entre os dois países e aliviasse a situação dos brasileiros. Também pretendia conseguir um acordo mais amplo para solução de futuros casos semelhantes.
Mais executados
Além do brasileiro, outros cinco estrangeiros e uma mulher indonésia foram condenados à morte por tráfico de drogas e executados por um pelotão de fuzilamento, apesar dos vários apelos internacionais.
O governo holandês pediu clemência por seu cidadão, Ang Kiem Soei, mas a Indonésia informou que “não vai mudar ou atrasar a execução” no domingo, disse o porta-voz da Procuradoria Geral Tony Spontana. As execuções foram realizadas aos pares, mas em locais diferentes.
Spontana disse que os outros dois condenados estrangeiros – Namaona Denis de Malawi e Nigéria Daniel Enemuo – junto a uma indonésia, Rani Andriani, foram transferidos para celas de isolamento no sábado.
Para a Anistia Internacional, as execuções são um revés para a promessa do novo governo indonésio de melhorar o respeito pelos direitos humanos no país. A Indonésia tem leis extremamente rigorosas sobre drogas e muitas vezes executa os contrabandistas. Há mais de 138 presos no corredor da morte, a maioria por crimes de drogas. Cerca de um terço deles são estrangeiros.
Fonte: Diário do Nordeste
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