Ao chegar em Fortaleza, Jônatas não encontrou vaga no Hospital do Coração de Messejana, unidade da rede pública. Então, foi levado a um hospital particular, pois estava em estado grave após ter um AVC que o deixou sem os movimentos do corpo e a fala, antes de viajar para a capital cearense.
Foi na unidade particular que ele encontrou Elys Parente, que trabalhava como técnica de enfermagem. “Uma colega tinha falado comigo dizendo que não poderia ir no dia seguinte, e perguntou se eu poderia ir no plantão dela”, lembrou a técnica de enfermagem.
“Ela passou em frente ao leito, olhou e sorriu para mim. Ali, eu já senti algo”, destacou Jônatas.
“Comecei a visitá-lo, no início, para realmente ajudá-lo porque era uma pessoa fora do estado natal, não conhecia nada nem ninguém”, complementou Elys.
Complicações após o transplante
Jônatas, depois, foi transferido para o Hospital de Messejana. Elys continuou a visitá-lo durante os três meses em que ele passou aguardando o transplante.
O pai e irmão dele morreram ainda na década de 90, com menos de um mês de distância entre os óbitos. Já a irmã morreu em 2012, na fila de espera por um transplante. A família descobriu a condição em Jônatas quando ele tinha cinco anos.
Após a cirurgia, o contador ainda passou por complicações como o coração ficar 24 horas sem bater e uma infecção. Esses momentos fizeram Elys largar tudo para cuidar dele.
“Deixei o emprego. Ele complicou tudo de novo. Chegou a ser entubado de novo. Ele dizia para mim: ‘amor, por favor, não me deixa só’”, declarou Elys.
Fonte: https://g1.globo.com/