
Segundo a delegada da PF Rejane Maria Maciel Sales, há indícios de que os envolvidos estejam envolvidos em diversos crimes. A delegada federal Josefa Lourenço acredita que os crimes tenham iniciado há sete anos. A operação identificou 25 empresas laranjas no Estado que podem fazer parte do esquema. Destas, quatro possuem sede em Lavras da Mangabeira, as quais prestavam serviços para Assaré; e outras dez em Juazeiro do Norte. Para a Polícia, “se trata de uma rede organizada”, cujas empresas tinham ligações entre si.
De acordo com o procurador da República Rafael Rayol, os desvios de recursos públicos teriam ocorrido, principalmente, na contratação de transporte escolar e locação de carros pelos municípios. As cinco principais empresas investigadas firmaram, nos últimos cinco anos, contratos com prefeituras cearenses, que somam quase R$ 100 milhões. Vencendo licitações de forma fraudulenta, elas desviaram parte do dinheiro público em montante que ainda está sendo apurado pelos órgãos.
Os envolvidos podem ser indiciados por fraude licitatória, falsidade ideológica, superfaturamento, formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Rejane Maciel ressaltou que a operação deve continuar sem prazo para acabar e concluiu dizendo que “o transporte de alunos já está prejudicado”.
Tragédia anunciada
Um acidente envolvendo um ônibus escolar matou uma criança de três anos e deixou mais de 30 levemente feridas, na manhã de ontem, na localidade de Lagoa do Barro, entre os distritos Aroeira e Ubaúna, em Coreaú.
O veículo desceu o barranco de uma estrada carroçável após o motorista perder o controle da direção. O impacto foi tão forte que o pequeno Francisco Lucas Cavalcante Silva foi arremessado para fora e morreu no local, por traumatismo craniano, segundo laudo preliminar do hospital, em Coreaú, para onde o corpo foi levado. Os outros passageiros foram socorridos por pessoas que passavam pelo local.
Segundo testemunhas, o motorista, identificado como Samuel Machado, filho do vereador de Coreaú João Aucimar Machado, dono do veículo, subcontratado para prestar serviço de transporte de alunos entre os distritos, não teria habilitação para conduzir aquele tipo de transporte. Esse seria o segundo acidente, em menos de dois meses, com o mesmo motorista ao volante.
O ônibus de placas HVI-1708, de 45 lugares, com rota diária entre as localidades de Tabuleiro, Mosquito, Visitação, Tapadinho e Lagoa do Barro, não tem condições mínimas para transportar crianças. Nenhuma das cadeiras possui cinto de segurança. O veículo não tem, sequer, identificação de transporte escolar. Os pneus carecas e a lataria corroída pela ferrugem, denunciam o desgaste pelo tempo de uso. Para Maria Eliene Soares, que acompanhava a filha Vitória, de 4 anos, até a Escola Olindina Neres da Frota, para onde o ônibus seguia, o acidente teria sido motivado por uma distração do motorista, que conduzia a vítima, com outras, na frente.
Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
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